Proposta prevê criação de 18 novas cadeiras na Câmara, com custo anual de R$ 65 milhões; pesquisa aponta que 76% dos brasileiros são contra a medida
Apesar da forte rejeição da opinião pública, o Senado deve votar
nesta quarta-feira (25) o projeto que aumenta o número de deputados federais na
Câmara dos Deputados. A proposta, que já recebeu o aval da Câmara,
prevê a criação de 18 novas cadeiras, elevando o total de parlamentares de 513
para 531. A decisão de manter a votação ocorre dias após a divulgação de uma
pesquisa do Datafolha, que revelou que 72% da população é contrária à ampliação
do número de deputados. Apenas 25% se declararam a favor, enquanto 2% disseram
não saber; 1% se mostrou indiferente. O levantamento ouviu 2004 pessoas com
dezesseis anos ou mais em todo o país, nos dias 10 e 11 de junho, com margem de
erro de dois pontos percentuais.
O aumento no número de parlamentares deve gerar um impacto de R$ 65
milhões por ano, segundo cálculos da própria Câmara dos Deputados. O presidente
do Senado, Davi
Alcolumbre (União-AP), tem defendido o projeto e minimizou os
custos, afirmando que os recursos serão remanejados do próprio orçamento do
Congresso Nacional.
Motivo da ampliação
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O debate sobre a redistribuição de cadeiras foi impulsionado pelos
dados do Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). A atualização populacional apontou a necessidade de
readequar o número de deputados por estado. Uma das alternativas era
redistribuir as cadeiras existentes, o que faria com que sete estados perdessem
representantes, enquanto outros sete ganhariam novas vagas. No entanto, para
evitar perda de cadeiras em qualquer unidade da federação, o Congresso optou
por ampliar o número total de parlamentares.
Pressão do STF e prazo para decisão
O Supremo Tribunal
Federal estipulou o fim de junho como prazo final para que o
Congresso aprove uma nova configuração das cadeiras da Câmara. Caso isso não
aconteça, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definir a redistribuição.
Nos bastidores, a expectativa é de que o texto seja aprovado com o apoio da
maioria dos líderes partidários, apesar da impopularidade da proposta junto à
sociedade.
JP

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