Documento enviado ao Senado
destaca que outros países já adotam medidas semelhantes
Rio - O senador Romário
(PL-RJ) protocolou, nesta quarta-feira (25), um projeto de lei que institui a
Lei Juliana Marins. A proposta tem como objetivo permitir que o governo federal
custeie, em caráter excepcional, o translado ou a cremação de brasileiros
falecidos no exterior, quando suas famílias comprovadamente não tiverem
condições financeiras para arcar com os custos.
No documento enviado ao Senado,
Romário destaca que outros países já adotam medidas semelhantes para garantir
dignidade aos seus cidadãos em situações como essa.
A proposta foi motivada pelo caso da jovem Juliana Marins, de Niterói, Região
Metropolitana, que morreu ao cair de uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia.
Após o Ministério das Relações Exteriores informar que não poderá arcar com o translado do corpo, a família
precisará levantar os recursos por conta própria.
"Para jamais esquecermos a
dor dessa família, que terá que arcar sozinha com todas as despesas para trazer
o corpo da filha para o último adeus, vou trabalhar pela aprovação célere da
Lei Juliana Marins. Não se trata de um benefício automático, mas de garantir
dignidade. O estado não pode cruzar os braços quando uma família brasileira
enfrenta uma tragédia do outro lado do mundo sem nenhum apoio", disse o
senador.
A proposta visa preencher uma
lacuna na legislação, garantindo que o Brasil ofereça respaldo institucional em
situações extremas, com responsabilidade, justiça e humanidade. "O Brasil
precisa ter instrumentos para agir com humanidade quando um cidadão perde a
vida no exterior e a família não tem meios de trazer esse corpo de volta. Isso
não pode depender de vaquinha nem de sorte. É papel do estado agir com
responsabilidade e compaixão", concluiu Romário.
Segundo o governo brasileiro, não
há respaldo legal nem previsão orçamentária para esse tipo de assistência. O
Decreto nº 9.199/2017 determina que a assistência consular não inclui despesas
com sepultamento ou translado de corpos de brasileiros mortos no exterior. A
norma também exclui a cobertura de hospitalizações, exceto em casos
emergenciais e humanitários.
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Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (24)Reprodução |
A informação mobilizou o jogador de futebol Alexandre Pato, que manifestou o desejo de custear a repatriação do corpo de Juliana Marins até o Brasil. "Quero pagar esse valor para que todos tenham paz e para que ela possa descansar ao lado da família", disse.
A turista caiu em uma trilha no
último sábado (21) e foi encontrada sem vida após quatro dias de buscas. O
corpo de Juliana foi resgatado na manhã desta quarta-feira (horário de
Brasília) no Monte Rinjani. Após o içamento, os socorristas deverão percorrer
um trajeto de até oito horas até o posto de Sembalun. De lá, o corpo será
transportado de avião até o hospital Bayangkara.
O Dia
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