O Catar condenou nesta segunda-feira (23) o ataque iraniano contra a maior base militar dos Estados Unidos na região, localizada em território catariano, classificando-o como uma “flagrante violação” de sua soberania.
“Expressamos a enérgica condenação do Estado
do Catar ao ataque à base aérea de Al Udeid por parte do Corpo da Guarda
Revolucionária do Irã, e o consideramos uma flagrante violação da soberania e
do espaço aéreo do Estado do Catar, assim como do direito internacional”,
declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al-Ansari, em
comunicado.
O Catar afirmou nesta
segunda-feira que interceptou mísseis iranianos lançados contra a base
americana situada em seu território, a maior do Oriente Médio. “As defesas
aéreas do Catar interceptaram com sucesso um ataque de mísseis contra a base
aérea de Al Udeid”, informou o Ministério da Defesa, que precisou que o
“incidente não deixou nem mortos nem feridos”.
Por sua vez, a Casa Branca está
monitorando os ataques lançados pelo Irã, em retaliação ao bombardeio americano
do fim de semana sobre instalações chave do programa nuclear de Teerã, segundo
funcionários da presidência dos EUA citados pela mídia local. Meios americanos
como o canal Fox News falam de um ataque com cerca de seis
projéteis, incluindo mísseis balísticos de médio alcance (MRBM) e mísseis de
cruzeiro de curto alcance, sobre Al Udeid.
A resposta iraniana chega horas depois
de a embaixada americana no Catar recomendar aos cidadãos americanos residentes
no país “que se resguardem em seus lares até novo aviso”. No Iraque, o exército
americano conta com importantes instalações como a base aérea de Erbil, no
Curdistão iraquiano, ou a de Al Asad, na província de Anbar, no centro do país.
Irã Promete Vingança e Israel
Amplia Ataques em Teerã
O Irã havia prometido represálias
pela operação ‘Midnight Hammer’, o bombardeio americano sobre suas instalações
de enriquecimento de urânio e produção de combustível nuclear em Isfahan,
Natanz e Fordow, executado no fim de semana. O presidente iraniano, Masoud
Pezeshkian, escreveu na plataforma social X: “Não iniciamos a guerra nem a
buscamos. Mas não deixaremos a invasão do grande Irã sem resposta”. Por sua
vez, o Parlamento iraniano já pediu no domingo o fechamento do estreito de
Ormuz, passagem chave para o trânsito de petróleo no Oriente Médio, embora a
decisão final dependa do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
Israel ampliou nesta
segunda-feira sua guerra contra o Irã para incluir objetivos associados à
teocracia em crise do país, atacando a porta de uma prisão de Teerã conhecida
por abrigar ativistas políticos e o quartel-general da força militar que
reprimiu as recentes protestas.
Enquanto colunas de fumaça densa
se elevavam sobre Teerã, Israel foi atacado com uma nova saraivada de mísseis e
drones iranianos. O fogo persistente se tornou uma realidade para a população
civil de ambos os países desde que Israel iniciou a guerra contra o programa
nuclear de Teerã, que avança rapidamente.
No décimo primeiro dia do
conflito, Israel afirmou ter atacado “objetivos do regime e corpos de repressão
do governo no coração de Teerã”, mas as autoridades israelenses insistiram que
não buscavam derrubar o governo iraniano, seu arqui-inimigo desde a Revolução
Islâmica de 1979.
O exército israelense advertiu os
iranianos que continuaria atacando instalações militares nos arredores de Teerã
durante os próximos dias, já que seu foco também se voltou para objetivos
simbólicos. O exército emitiu o aviso na plataforma social X, embora os
iranianos tenham dificuldades para acessar o mundo exterior devido ao bloqueio
da internet que tem paralisado o país.
Gazeta Brasil

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