Vítima teria sido executada por quebrar o "código do silêncio" do Comando Vermelho; drogas, munições e anotações do tráfico foram apreendidas.
A Polícia Civil e o 11º Batalhão
da PM em Nova Friburgo, na
Região Serrana do Rio, prenderam quatro suspeitos de envolvimento com o tráfico
e assassinato durante a Operação Silêncio Mortal na última terça-feira (27).
A ação foi coordenada pelo
delegado titular da 151ª DP, Heberth Tavares Cardoso, com apoio do serviço
reservado do 30º BPM, e é resultado da investigação do assassinato de Luiz
Marcelo Moreti, ocorrido no dia 9 de abril, no bairro Olaria.
De acordo com a Polícia, Marcelo
foi morto com nove tiros quando seguia para o trabalho, por volta das 7h da manhã,
na Travessa São Roque. Testemunhas contaram que ele morava no bairro Terreirão
e foi atacado dentro do carro. Após os disparos, a vítima perdeu o controle da
direção, bateu em um poste e morreu no local.
As investigações apontam que
Marcelo foi executado por ter quebrado o “código do silêncio” da facção Comando
Vermelho. Ele já havia sido preso e teria revelado detalhes sobre o tráfico de
drogas e a atuação da organização criminosa na cidade.
Quatro presos e material
apreendido
Durante a operação, quatro
mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços nos bairros Granja
Spinelli, Campo do Coelho (dois imóveis) e Bonsucesso, já na cidade de
Teresópolis. Os locais seriam usados por Symon Soares e Luiz Philipe Alves Felicíssimo,
conhecido como Felipão, apontados como gerentes do tráfico nessas regiões.
Segundo a polícia, Symon foi
encontrado na casa da comparsa Glauciane, onde estavam escondidos. Os dois
confessaram participação no tráfico e admitiram ter feito, no dia anterior, um
depósito de mais de R$ 6 mil para a facção criminosa. A casa do marido de
Glauciane, identificado como Fábio, também foi alvo da operação. No local,
foram encontradas munições de calibre 9 mm, mesmo tipo usado no homicídio de
Marcelo. Ele foi autuado em flagrante.
Nos imóveis ligados a Felipão e
Symon, os agentes apreenderam grande quantidade de maconha e cocaína para
revenda, além de anotações detalhadas da movimentação financeira do tráfico,
que revelam a divisão de lucros entre os suspeitos. A polícia acredita que as
armas usadas no crime já tenham sido retiradas dos endereços antes da operação.
“Nesses quatro endereços,
confirmamos a ligação dos suspeitos com o tráfico de drogas. Encontramos
fábricas de droga, celulares que podem trazer elementos importantes para a
investigação, além de munições de calibre 9 mm, compatíveis com as usadas no
dia do crime”, afirmou o delegado Heberth Tavares.
O g1 tenta
localizar a defesa dos suspeitos.
Operação continua
Os presos foram levados para a
151ª DP, em Nova Friburgo, onde foram autuados em flagrante. A operação segue
em andamento e, segundo a polícia, outros envolvidos e a arma do crime ainda
estão sendo procurados.
A operação foi batizada de
“Silêncio Mortal” em referência ao motivo do assassinato de Marcelo: o
rompimento do pacto de silêncio imposto pelo Comando Vermelho aos seus
integrantes. Para a polícia, a execução foi uma retaliação direta à colaboração
da vítima com as autoridades.

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