O presidente da região da
Sicília, Renato Schifani, disse que os especialistas garantiram que não havia
‘nenhum perigo para a população’, já que o fluxo não passou pelo Vale do Leão,
área frequentada por turistas
O monte Etna, o
clima ativo mais alto da Europa,
expeliu nesta segunda-feira (2) uma enorme nuvem de cinzas e gás depois
que uma parte de sua cratera despencou, reportaram as autoridades italianas.
Uma nuvem cinza se elevou sobre essas explosões localizadas na ilha da Sicília
a partir das 11h24 locais (6h24 em Brasília), informou o Instituto Nacional de Geofísica
e Vulcanologia (INGV).
Imagens de câmeras de vigilância
mostraram um fluxo piroclástico que provavelmente foi causado pelo “colapso de
material do flanco norte da cratera sudeste” da montanha, disse o instituto. Um
fluxo piroclástico – extremamente perigoso – é produzido quando os vulcões expelem
rochas vulcânicas, cinzas e gases quentes.
A atividade explosiva “passou a
ser uma fonte de lava”, disse o INGV. A coluna de cinza se dissipou à tarde,
segunda mesma fonte. O alerta vermelho inicial que o INGV emitiu para as
autoridades de aviação e que estimou a altura da nuvem vulcânica em 6,5 milhas,
foi rebaixada para laranja.
O aeroporto de Catânia, na ilha,
opera normalmente. O presidente da região da Sicília, Renato Schifani, disse
que os especialistas lhe garantiram que não havia “nenhum perigo para a
população”, já que o fluxo não passou pelo Vale do Leão, uma área frequentada
por turistas. O chefe da unidade regional de proteção civil, Salvo Cocina,
recomendou aos turistas que evitassem a região.
Com informações da AFP

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