Fornecida pelo gabinete do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em 13 de junho de 2025, mostra-o falando em Teerã. Photo by KHAMENEI.IR / AFP
Analistas acreditam que derrubar
Khamenei e o governo da República Islâmica criaria um vácuo que poderiam
preencher os partidários da linha dura, como a Guarda Revolucionária do Irã ou
o exército
O ministro da Defesa de Israel, Israel
Katz, repetiu que o líder supremo do Irã, o
aiatolá Ali Khamenei, “não pode continuar existindo”, em publicação no X nesta
quinta-feira (19). “ditador Khamenei é um Hitler moderno que esculpiu em sua
bandeira a destruição do Estado de Israel e está escravizando todos os recursos
de seu país para promover esse objetivo terrível”, escreveu. “Ele não pode
continuar existindo”, acrescentou. Na última terça-feira (17), o presidente
dos EUA, Donald Trump, havia dito que os americanos
sabem onde Khamenei está escondido, mas que não pretendia assassiná-lo “por
enquanto”. No começo da semana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin
Netanyahu, evitou descartar a possibilidade de ordenar a morte do aiatolá.
A queda do líder supremo do Irã,
o aiatolá Ali Khamenei, não garantiria a implantação de um regime democrático
no país onde a oposição está muito dividida, afirmam os analistas. A
eventualidade de uma derrota do aiatolá que dirige o Irã desde a Revolução Islâmica
de 1979 levanta muitas incógnitas. Na Europa, muitos governos temem que a
queda do regime iraniano tenha consequências tão negativas quanto a invasão do
Iraque liderada pelos EUA em 2003 ou a intervenção da Otan na Líbia em 2011.
Analistas acreditam que derrubar Khamenei e o governo da República Islâmica
criaria um vácuo que poderiam preencher os partidários da linha dura, como a
Guarda Revolucionária do Irã ou o exército.
A queda dos regimes de Saddam
Hussein no Iraque e de Muammar Gaddafi na Líbia abriram um período de anos de
caos e violência em ambos os países. “O maior erro agora seria buscar uma
mudança de regime no Irã por meios militares porque isso conduziria ao caos”
disse, na terça-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, na cúpula do G7
no Canadá.
*Com informações da AFP e Estadão
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