O grupo terrorista Hamas entregou, na madrugada de quinta-feira, quatro corpos supostamente de reféns israelenses à Cruz Vermelha na Faixa de Gaza, sem cerimônias, conforme acordado com Israel. Os corpos já estão em território israelense.
“Israel recebeu os caixões de quatro reféns
mortos através da Cruz Vermelha”, disse o gabinete do primeiro-ministro
israelense em um comunicado.
Enquanto Israel aguarda a
confirmação da identidade dos corpos na fronteira de Kerem Shalom, o Hamas
anunciou que os cadáveres que seriam entregues nesta noite eram os de Itzik
Elgarat, de 70 anos; Ohad Yahalomi, de 50; Shlomo Mansur, de 85; e Tsahi Idan,
de 50.
A troca foi supervisionada por
representantes do Egito, país mediador nas negociações de cessar-fogo em Gaza,
diferentemente de ocasiões anteriores, conforme confirmado à agência de
notícias EFE por Basem Naim, membro do bureau político do Hamas. As autoridades
egípcias receberam os corpos da Cruz Vermelha e os entregaram ao Exército
israelense.
Na madrugada de domingo, após
horas de atraso, o governo israelense anunciou a suspensão da libertação de
prisioneiros palestinos prevista para sábado até que o Hamas garantisse que
entregaria os últimos corpos sem cerimônias.
Após cinco dias de negociações,
as partes concordaram com o procedimento realizado nesta madrugada sob
supervisão egípcia.
O Ministério da Saúde de Israel
anunciou na tarde de quarta-feira que a identificação dos corpos será realizada
na passagem de fronteira de Kerem Shalom, no extremo sudeste de Gaza. Após a
identificação, os cadáveres serão transferidos para o instituto forense Abu Kabir
em Tel Aviv para determinar a causa da morte.
Entre os detidos palestinos que
serão libertados, estão 445 homens e 24 mulheres e menores detidos em Gaza, bem
como 151 prisioneiros que cumprem prisão perpétua por ataques mortais contra
israelenses, segundo uma fonte do Hamas.
A primeira fase do cessar-fogo
incluiu a troca de 33 reféns israelenses no total por cerca de 2.000
prisioneiros e detidos palestinos, a retirada das tropas israelenses de algumas
posições em Gaza e a entrada de ajuda humanitária.
No entanto, como a trégua de 42
dias expira no sábado, não está claro se um prolongamento será acordado, o que
poderia levar à libertação de mais dos 59 reféns restantes, nem se as
negociações sobre uma segunda fase do acordo poderão começar.
Negociações começarão
O cessar-fogo interrompeu em
grande parte a guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de
outubro de 2023 e permitiu a libertação de 25 reféns vivos até agora em troca
de mais de 1.100 prisioneiros.
Em Washington, o principal
enviado do presidente americano, Donald Trump, ao Oriente Médio disse que
representantes israelenses estavam a caminho das conversas sobre a próxima fase
do cessar-fogo.
“Estamos fazendo muito progresso.
Israel está enviando uma equipe agora mesmo enquanto falamos”, disse Steve
Witkoff em um evento para o Comitê Judaico Americano.
“Eles estarão em Doha ou no Cairo, onde as
negociações com os egípcios e os catarianos começarão novamente.”
A primeira fase do acordo deve
terminar no sábado, mas as negociações para a próxima fase – que deveriam ter
começado no início de fevereiro – ainda não começaram.
O Hamas disse que está disposto a
libertar todos os reféns restantes “de uma só vez” durante a segunda fase.
No domingo, o grupo acusou Israel
de colocar em perigo a trégua de Gaza ao atrasar a libertação de prisioneiros
palestinos.
Segundo o responsável do Hamas,
que falou à AFP sob condição de anonimato, 602 prisioneiros cuja libertação
estava prevista para o último fim de semana seriam libertados na quinta-feira.
Outros 23, todos eles mulheres e
menores, também seriam libertados, acrescentou.
Com informações da EFE, Europa Press e AFP
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