A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (9) Matheus Augusto de Castro Mota, o segundo suspeito de envolvimento na execução de Vinicius Gritzbach, que colaborava com investigações sobre esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao PCC. Gritzbach foi morto a tiros em novembro, no Aeroporto de Guarulhos
Matheus, acusado de fornecer
veículos usados na fuga dos criminosos, foi localizado por agentes do
Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) em um apartamento na
Praia Grande, litoral paulista. Segundo as autoridades, ele emprestou dois carros:
um para Kaue do Amaral, apontado como “olheiro”, e outro para os executores do
crime.
O governador Tarcísio de Freitas
comentou a prisão nas redes sociais:
“Policiais do DEIC acabam de prender Matheus Augusto de Castro Mota, que
teve mandado de prisão temporária expedido após trabalho de inteligência da
força-tarefa que investiga o assassinato de Vinícius Gritzbach. Suspeito de
facilitar a fuga dos atiradores, Matheus foi encontrado em Praia Grande e já
está sendo conduzido para o DHPP.”
Investigação em andamento
O Departamento Estadual de
Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) é responsável pela investigação. Em
nota, o DEIC informou:
“Matheus foi identificado pelo DHPP como um dos envolvidos no crime. Ele foi
encontrado pelos policiais do DEIC escondido em um apartamento no Bairro Canto
do Forte, no município de Praia Grande, litoral paulista. Será apresentado na
sede do DHPP, na Rua Brigadeiro Tobias, 527.”
Matheus Augusto teve a prisão
temporária decretada por 30 dias. Ele admitiu conhecer o olheiro Kaue do Amaral
e confirmou ter ido à casa dele buscar objetos pessoais, mas negou envolvimento
direto no crime.
No sábado (7), Matheus Soares
Brito, considerado um dos principais alvos das investigações, foi preso. Ele
teria ajudado Kaue a fugir de São Paulo e ficou com o celular da vítima.
Além disso, dois outros
suspeitos, Allan e Marcos — tio e irmão de Matheus Augusto, respectivamente —
foram detidos na sexta-feira (6) por porte ilegal de munições de uso restrito.
Contudo, suas prisões foram relaxadas na audiência de custódia por determinação
judicial.
Gazeta Brasil

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