Fotografia de arquivo de 10 de maio de 2024 do candidato presidencial Edmundo González Urrutia durante uma entrevista com a EFE, em Caracas (Venezuela). O candidato da principal coalizão de oposição da Venezuela, Edmundo González Urrutia, pediu neste sábado ao presidente Nicolás Maduro que cesse a violência desencadeada após as eleições de 28 de julho - cujo resultado oficial deu a vitória ao líder chavista - e aceite que perdeu a eleição, conforme afirmam o bloco antichavista e alguns observadores internacionais. EFE/Miguel Gutiérrez
Edmundo González é acusado de
supostos crimes relacionados às eleições, que incluem “desobediência das leis”,
“conspiração”, “usurpação de funções” e “sabotagem”.
Um tribunal da Venezuela emitiu,
nesta segunda-feira (2), uma ordem de prisão contra o opositor Edmundo
González Urrutia, que reivindica sua vitória nas eleições presidenciais
de 28 de julho, nas quais o presidente Nicolás
Maduro foi declarado vencedor em meio a denúncias de fraude,
informou nesta segunda-feira (2) o Ministério Público (MP). “O tribunal de
primeira instância em funções de controle a nível nacional concorda com a ordem
de apreensão contra Edmundo González Urrutia por graves crimes”, escreveu o MP
em sua conta no Instagram, minutos depois de anunciar que solicitava a
prisão. O MP solicitou a um tribunal com jurisdição sobre terrorismo o
mandado de prisão contra González Urrutia por supostos crimes relacionados às
eleições, que incluem “desobediência das leis”, “conspiração”, “usurpação de
funções” e “sabotagem”.
González Urrutia, 75 anos, foi
convocado a depor no MP em três ocasiões. Não compareceu a nenhuma delas,
embora a terceira tenha coincidido com um apagão em todo o país na última
sexta-feira, 30 de agosto. Ele não aparece em público desde o dia 30 de julho,
mas se posicionou sobre o assunto e argumentou que o MP estava atuando
como um “acusador político”, que o submeteria a um processo “sem garantias de
independência e do devido processo”. As convocações estavam focadas em um
site no qual a oposição publicou cópias de mais de 80% das atas de votação,
arquivos que afirmam comprovar a vitória de González Urrutia em 28 de julho e a
fraude de Maduro.
O governo, por sua vez, acusa a
oposição de “usurpar” as funções da autoridade eleitoral e de publicar material
fraudulento. A Suprema Corte, acusada de favorecer o chavismo, ordenou uma
investigação após validar o resultado oficial do Conselho Nacional Eleitoral
(CNE), que proclamou Maduro como vencedor do pleito com 52% dos votos. Não foi
publicado, no entanto, o detalhamento da contagem mesa por mesa, como exige a
lei. Maduro pediu que González Urrutia e a líder da oposição María Corina
Machado, também em clandestinidade, fossem presos. O presidente os
responsabiliza por atos de violência nas manifestações pós-eleições que
resultaram em 27 mortos – dois deles militares -, quase 200 feridos e mais de
2.400 detidos. O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, já
havia anunciado uma investigação criminal contra ambos por “incitação à insurreição”
militar, após um apelo aos militares para que reconhecessem a vitória de
González Urrutia.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Américo

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