O Ministério da Saúde de Israel informou que os seis reféns cuja morte foi anunciada neste domingo (1) foram mortos por tiros de curta distância entre quinta e sexta-feira, segundo os resultados da autópsia.
“Os seis reféns foram mortos por
terroristas do Hamas com vários tiros de curta distância”, disse a porta-voz
Shira Solomon em um comunicado. “De acordo com o exame forense, a morte dos
reféns ocorreu aproximadamente entre 48 e 72 horas antes do procedimento.”
Mais cedo, o porta-voz militar,
Daniel Hagari, afirmou que, segundo uma investigação inicial, os seis reféns
teriam sido mortos pelo Hamas pouco antes das forças chegarem até eles, mas não
forneceu mais detalhes.
Por outro lado, o grupo
terrorista Hamas alegou que os reféns morreram devido a “bombardeios”
israelenses. “Quem mata nosso povo diariamente é a ocupação, com armas
americanas, e a descoberta dos corpos dos prisioneiros na Faixa de Gaza
demonstra que foram assassinados exclusivamente pelos bombardeios sionistas”,
disse Izzat al Rishq, membro do escritório político do Hamas, em um comunicado.
Os familiares dos reféns
expressaram indignação no domingo ao saber da morte de seus entes queridos,
afirmando que, se o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tivesse
assinado um acordo de cessar-fogo com o Hamas, eles ainda estariam vivos.
“Quem mata sequestrados não quer
um acordo”, respondeu Netanyahu em uma mensagem gravada. “Nós, por nossa parte,
não desistimos. O Governo israelense está comprometido, e eu pessoalmente, a
continuar lutando por um acordo que devolva todos os nossos sequestrados e
garanta nossa segurança e existência.”
As negociações para um
cessar-fogo que permita a liberação dos 97 reféns que ainda estão em Gaza – dos
quais cerca de trinta teriam morrido – estão estagnadas, com acusações mútuas
de inclusão de novas exigências na proposta de trégua apresentada pelos Estados
Unidos em maio.
Netanyahu resiste a ceder a
algumas das demandas do grupo terrorista: que o cessar-fogo seja definitivo,
que as tropas israelenses se retirem de todo o território de Gaza, bem como do
chamado Corredor Filadélfia, que cobre toda a extensão da fronteira com o
Egito.
Na noite de sábado, milhares de
pessoas saíram às ruas de Tel Aviv para protestar contra Netanyahu e seu
governo, exigindo eleições antecipadas e a assinatura de um acordo de trégua
com o Hamas que permita a liberação dos 97 reféns (dos quais um terço já morreu)
que continuam cativos em Gaza. A central sindical de Israel, Histadrut,
convocou uma greve geral para segunda-feira em apoio à negociação.
O ministro de Segurança Nacional,
o extremista Itamar Ben Gvir, respondeu às críticas dos familiares dos reféns e
da oposição.
“Vejo as declarações preocupantes da esquerda,
que acusam o governo israelense de matar os reféns (…) Para deixar claro: a
organização terrorista Hamas, e apenas o Hamas, matou os reféns. Aqueles que
culpam o governo israelense estão ecoando a propaganda do Hamas”, escreveu em
uma rede social.
O ministro das Finanças, o
colonos Bezalel Smotrich, também reiterou em rede social seu rejeição a
qualquer “acordo de rendição” com o Hamas e concluiu que, ao contrário, era um
bom momento para “reduzir a Faixa” em pelo menos dois quilômetros, “um
território que nunca mais voltará para as mãos dos habitantes de Gaza”.
A guerra começou em 7 de outubro
do ano passado com um ataque do Hamas contra Israel que resultou em cerca de
1.200 mortos e 251 sequestrados, dos quais 105 foram libertados na única trégua
que foi alcançada, durante uma semana no final de novembro.
A devastadora ofensiva israelense
sobre a Faixa resultou em mais de 40.700 mortos, mais de 94.000 feridos, mais
de 10.000 desaparecidos sob os escombros e 1,9 milhão de deslocados – quase
toda a população – em meio a uma grave crise humanitária.
Gazeta Brasil

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