Argentino pretende desembarcar no país no sábado (6) à noite, e regressar a Buenos Aires no domingo (7); ele terá um jantar com governador Jorginho Melo e Jair Bolsonaro
O presidente da Argentina, Javier Milei,
participará de um evento conservador neste fim de semana em Santa
Catarina. Com o banho de afeto de seus pares ideológicos, o presidente
argentino está se posicionando como líder global da direita. Desde que
assumiu o cargo em dezembro, Milei fez oito viagens ao exterior, a maioria para
os Estados Unidos e a Europa, onde se reuniu com poucos líderes e, em vez
disso, participou de eventos religiosos ou de grupos de direita que lhe concederam
algum prêmio. Nessas viagens, o economista, que tem a missão de tirar a
Argentina de uma crise profunda, afirma que o Estado é uma “organização
criminosa” e adverte que “o Ocidente está em perigo” por causa do “avanço do
socialismo”. Seus críticos o questionam por essas visitas que, segundo eles,
parecem mais encontros privados do que assunto de Estado. Nesta quarta-feira
(4) Milei notificou o governo Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua viagem ao
Brasil. Ele não fará qualquer contato com o presidente Lula, a quem fez novos
ataques nesta semana.
A Embaixada da Argentina enviou
ao Itamaraty formalmente, no início da tarde, uma nota verbal com informações
sobre o plano da viagem de Milei. Até então, o Ministério das Relações
Exteriores dizia que o governo brasileiro não havia sido nem sequer comunicado
da visita. Por decisão de Milei, ele não pediu uma reunião com Lula e
autoridades do Palácio do Planalto. Milei havia indicado em duas cartas
interesse em se reunir com o petista, mas ficou sem resposta. Os presidentes se
encontraram na Itália, durante uma sessão plenária do G-7, mas apenas se
cumprimentaram de forma protocolar. Na próxima segunda-feira (8), em Assunção,
Paraguai, acontece a cúpula semestral de presidentes do Mercosul (Brasil,
Argentina, Uruguai, Paraguai e a Bolívia, cujo Congresso aprovou, nesta
quinta-feira, 4, sua adesão ao bloco), Milei se negou a ir.
O argentino pretende desembarcar
em Santa Catarina no sábado, dia 6, à noite, e regressar a Buenos Aires no
domingo, dia 7, também no período noturno. Milei repete no Brasil o que fez
quando visitou a Espanha, em maio, e ignorou o premiê socialista Pedro Sánchez,
em um episódio da crise política entre os países, que continua aberta. Ele
disse recentemente que o premiê é “motivo de chacota” e o chamou de
“incompetente” e “covarde”. Em entrevista, o petista disse que Milei deveria se
desculpar por ter dito “muita bobagem” sobre ele e o Brasil durante a campanha
eleitoral no ano passado.
O governador de Santa Catarina,
Jorginho Mello (PL), prepara um jantar com o presidente da Argentina, Javier
Milei, e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Havia a previsão de que a
reunião fosse uma agenda pública mas, diante de um entrave logístico, o
encontro será feito reservadamente. O encontro entre Jorginho, Bolsonaro e
Milei está sendo organizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP),
filho do ex-presidente, que também vem articulando a realização da CPAC no
País. A conferência contará com parlamentares que integram o “núcleo duro”
do bolsonarismo no Congresso. Também está prevista a participação de José
Antonio Kast, líder da direita no Chile.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP e Estadão
Conteúdo
Publicado por Sarah Américo

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