Em Brasília, há
pressão política para que Câmara e Senado debatam o tema e, possivelmente,
derrubem a decisão do Supremo
A recente
decisão do STF (Supremo
Tribunal Federal) de descriminalizar o porte de maconha no Brasil
tem gerado um intenso debate sobre os impactos práticos dessa medida e a
necessidade de políticas públicas que apoiem a liberação de um limite para a
droga. A decisão da Corte levanta questionamentos sobre uma possível reação
política do Congresso,
que pode legislar em sentido contrário. Henderson Fürst, presidente da Comissão
de Bioética da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo, esclarece a
diferença entre descriminalização e legalização. Segundo ele, descriminalizar
significa deixar de punir, mas não elimina outras consequências, como multas
administrativas. Fürst explica que, embora não haja mais inquérito penal, pode
haver inquérito administrativo, com medidas como cursos de conscientização para
os usuários. Ele menciona que 25 países já adotaram normas semelhantes às que
passarão a vigorar no Brasil, e cinco deles legalizaram totalmente o uso da
maconha: Uruguai, Canadá, Malta, Luxemburgo e Alemanha.
O advogado
destaca a contradição de permitir o consumo enquanto a venda permanece
proibida, afirmando que o estímulo financeiro continuará existindo, mas a
prisão deve ser destinada a quem vende, não a quem compra. A decisão do STF
também determina como as instâncias inferiores da justiça devem se posicionar
em relação aos casos, diferenciando entre usuário e traficante. Em Brasília, há
pressão política para que Câmara e Senado debatam o tema e, possivelmente,
derrubem a decisão do Supremo. Fürst enfatiza que o STF não está legalizando ou
autorizando o uso da maconha, mas, sim, apontando a desigualdade e o racismo na
aplicação da lei devido à falta de critérios claros. Além disso, eçe defende a
adoção pública do canabidiol para pacientes com dores crônicas, epilepsia e
outros problemas de saúde, e destaca que o tratamento com medicamentos
importados pode ultrapassar R$ 3.000 mensais, enquanto o Estado de São Paulo já
distribui o medicamento
Por Jovem Pan
*Com informações do repórter Marcelo Mattos

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!