Decisão
prevê que portões, cancelas, guaritas e qualquer obstáculo sejam removidos no
prazo de dez dias.
A Justiça
Federal determinou que o acesso à Praia das Conchas e Ilha do Japonês, em Cabo
Frio, na Região dos Lagos do Rio, seja liberado.
Após uma ação
judicial do Ministério Público Federal (MPF), o município e o Instituto
Estadual do Ambiente (Inea) devem remover portões, cancelas, guaritas ou outro
obstáculo no prazo de dez dias.
De acordo com o
MPF, duas empresas gerenciam o local. A Justiça Federal determinou a interdição
dos estacionamentos particulares em áreas irregulares. As empresas devem
desocupar os imóveis em cinco dias.
A Justiça
também determinou que sejam retiradas placas que estejam voltadas para as vias
públicas com informações como preço de estacionamento ou que indiquem que a
área é propriedade particular. Deverão ser instaladas placas adequadas de
sinalização de trânsito e informativas nas vias de acesso às praias.
O Município de
Cabo Frio e o Inea devem assumir, de forma direta, a gestão e o controle
presencial dos acessos às praias. Os órgãos deverão elaborar e implementar em
60 dias, um Plano de Ordenamento Territorial, Plano de Uso Público e Plano de
Cogestão.
"A Justiça
Federal determinou que o Município de Cabo Frio e o Inea informem, no prazo de
30 dias, sobre a existência de interesse do serviço público local na utilização
do imóvel federal, nas proximidades dos referidos atrativos naturais, para fins
de delimitação de novas vias públicas de acesso, instalação de áreas de
estacionamento público, áreas de embarque e desembarque de veículos, guarita de
controle dos acessos para proteção das unidades de conservação envolvidas, além
da cobrança de estacionamentos com valores direcionados a um Fundo Público,
visando à manutenção e operação do Parque Estadual da Costa do Sol e da Área de
Proteção Ambiental do Pau Brasil," esclarece.
A ação do MPF
aponta irregularidades na operação dos serviços de estacionamentos pelas
empresas que atuam na área, além da privatização e obstrução dos acessos às
praias, danos ambientais e uso contrário às posturas e zoneamento municipais,
as próprias empresas particulares decidiam o ordenamento do local.
Na Praia das
Conchas, houve a ampliação indevida dos limites do estacionamento, invadindo
uma área pública federal, sem prévia autorização da União.
"Em
relação às empresas, entre outros pedidos, o MPF pede que a Justiça determine
que a São José Desenvolvimento Imobiliário 35 e a Cabo Frio Estacionamentos
façam a recomposição do meio ambiente degradado em razão da exploração ou uso
irregular de estacionamentos. A recomposição deve ser feita mediante a
elaboração e execução, no prazo de 120 dias, de um Plano de Recuperação de Área
Degradada (PRAD). Além disso, o MPF também quer a condenação das empresas por
danos morais coletivos, no valor de R$ 1 milhão. Os pedidos ainda serão
analisados pela Justiça Federal, em momento posterior do processo",
afirma.
Por g1 —
Cabo Frio
O g1 aguarda
um posicionamento da Prefeitura e também do Inea.

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