Ex-PM aponta que Ronald Paulo
Alves Pereira é responsável pelas construções irregulares de Jacarepaguá, Zona
Oeste do Rio
Rio - Ronnie Lessa, executor
confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson
Gomes, acusou o policial militar Ronald Paulo Alves Pereira de ser o
empreiteiro da milícia do Rio. A fala do ex-PM aconteceu em deleção premiada
homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Lessa ainda afirmou que o
major Ronald é o responsável por grande parte das construções irregulares de
Jacarepaguá, na Zona Oeste.
"O Ronald é um dos maiores
construtores daquilo ali. Todos aqueles prédios de Rio das Pedras, Muzema,
Tijuquinha, tem que passar pelo crivo do Ronald. O Ronald é o construtor. Eu
não sei se existe, eu acredito que ele tenha um CNPJ, ou mais de um CNPJ,
vinculada a essa atividade. Mas ele faz, é o Ronald", afirmou Lessa.
Segundo o ex-PM, o major seria o
responsável por construir os condomínios Medellín 1 e 2, que eram uma das
pretensões do grupo. "O Ronald estaria na incumbência de fazer a parte que
ficaria pra eles, que é o Medellín 1, atrás do Haras. O nosso lá, se
quiséssemos os serviços de pavimentação, de urbanização em geral, de esgoto, de
tudo, seria com o Ronald, porém, teríamos que esperar ficar pronto o Medellín
1, os quinhentos lotes prontos lá, tudo calçado, iluminado, ruas prontas,
calçadas prontas e loteadas pelo topógrafo, tá? Tudo isso aí não é uma coisa
desorganizada", continuou.
Lessa também deu detalhes de como
os milicianos conseguem invadir os terrenos e dar início as explorações
comerciais. "Primeiro passo de uma grilagem: limpou o terreno,
ninguém botou a cara? Tu continua. Aí começa a botar cerca de arame farpado.
Isso é grilagem. Às vezes se maquia um documento, muitas vezes enterram os
velhinhos que moram na terra, mata e enterra", contou.
Ronald não é alvo das investigações
do caso Marielle pelos motivos citados por Lessa. Contudo, o major da PM foi
investigado por monitorar os passos da vereadora na semana anterior ao crime.
Ele já cumpre pena por quatro homicídios, ocultação de cadáver e foi
um dos chefes da milícia na comunidade da Muzema.
A defesa de Ronald Paulo Alves
Pereira, feita pelo escritório Igor de Carvalho, afirma que ainda não
teve acesso ao inteiro teor das declarações do criminoso confesso Ronnie Lessa
e, por isso, não pode emitir qualquer tipo de opinião. Apesar disto,
defende que se trata de uma fábula criada por um sicário profissional para
obter benefícios judiciais.
O Dia

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