A Polícia Federal intimou o ex-presidente Jair Bolsonaro a depor na investigação sobre a
existência a suposta organização de um golpe de Estado em 2022 em prol do candidato
derrotado e ex-presidente, com a participação de ex-assessores, militares e do
presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O depoimento será nesta quinta-feira
(22), às 14h30.
O R7 apurou que
a defesa de Bolsonaro está preparando um pedido para adiar a oitiva.
Segundo a PF, inicialmente, 16
militares são investigados por pelo menos três formas de atuação.
A primeira é a produção,
divulgação e amplificação de notícias falsas quanto à segurança das eleições de
2022 para estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e
instalações das Forças Armadas.
O segundo ponto de atuação dos
militares investigados pela PF seria de apoio às ações golpistas, reuniões e
planejamento para manter os atos em frente aos quartéis, incluindo mobilização,
logística e financiamento para auxiliar os manifestantes.
Havia ainda o "Núcleo de
Inteligência Paralela", que seria formado pelos militares Augusto Heleno,
Marcelo Camara e Mauro Cid. Esse grupo faria a coleta de dados e
informações que auxiliassem a tomada de decisões do então presidente da
República na consumação do golpe.
Indícios contra Jair Bolsonaro
O ex-presidente Bolsonaro teria pressionado os ministros do governo, durante
reunião realizada em 5 de julho de 2022, para que promovessem e replicassem
"desinformações e notícias fraudulentas" quanto à confiança do
sistema eleitoral brasileiro, revela o processo.
Do R7, em Brasília

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