A Justiça do Rio de Janeiro determinou a transferência dos milicianos Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, e Marcelo de Luna Silva, o Boquinha, para presídios federais de segurança máxima. A decisão visa garantir a segurança da sociedade e evitar o risco de fuga dos criminosos.
Zinho, que é considerado o líder
da maior milícia do Rio de Janeiro, estava foragido desde 2018 até se entregar
às autoridades no Natal de 2023. Ele acumula 12 mandados de prisão e é visto
como um dos criminosos mais perigosos do estado. Desde dezembro do ano passado,
encontra-se detido no presídio de segurança máxima Laércio da Costa Pellegrino
(Bangu 1), onde está isolado em uma ala específica.
O Ministério Público ressaltou a
alta periculosidade dos acusados e o risco que representam para a sociedade
enquanto permanecerem no estado do Rio de Janeiro. Segundo a magistrada
responsável pela decisão, a presença desses indivíduos pode comprometer as
políticas de segurança pública em desenvolvimento na região, considerando o
alcance nacional e até internacional das milícias.
Zinho assumiu o comando da
milícia de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência, na Zona Oeste do Rio, em 2021,
sucedendo seu irmão, Wellington da Silva Braga, o Ecko, após sua morte. Antes
de se tornar líder do grupo, Zinho estava envolvido em atividades de lavagem de
dinheiro, especialmente na Baixada Fluminense, além de gerir a contabilidade da
organização criminosa.
As autoridades policiais também
destacaram a complexa estrutura financeira do grupo liderado por Zinho,
mencionando que ele era sócio de uma empresa que movimentou milhões entre 2012
e 2017, além de possuir diversas propriedades registradas em nome de terceiros.
A tentativa de captura do miliciano resultou em confrontos com a polícia,
levando até mesmo à morte de um parente próximo, conhecido como Faustão, e a
atos de retaliação na Zona Oeste do Rio, como o incêndio de ônibus.
A data exata da transferência dos
milicianos para presídios federais ainda não foi definida, mas espera-se que
ocorra em breve, visando mitigar os riscos que representam para a segurança
pública do Rio de Janeiro.
Gazeta Brasil

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!