Nesta segunda-feira (27), a candidata presidencial venezuelana, María Corina Machado, fez declarações contundentes sobre o atual panorama político do país, destacando os desafios enfrentados pela oposição e as crescentes pressões internacionais sobre o regime de Nicolás Maduro.
Durante uma conversa virtual com
o think tank estadunidense Atlantic Council, Machado enfatizou a importância de
encontrar uma liderança alternativa capaz de enfrentar Maduro nas próximas
eleições presidenciais. Ela argumentou que qualquer nome alternativo
representando a oposição daria a Maduro o direito de escolher seu oponente,
devido à sua influência e apoio popular.
Machado ressaltou que Maduro está
cada vez mais enfraquecido à medida que se aproximam as eleições deste ano. No
entanto, ela alertou que o regime só aceitará um candidato que esteja certo de
derrotar, rejeitando a possibilidade de uma vitória da oposição.
Além disso, Machado lamentou sua
própria situação, destacando as restrições que enfrenta como pessoa perseguida
pelo regime. Ela foi proibida pelo Tribunal Supremo de Justiça de concorrer a
cargos públicos ou participar das eleições presidenciais de 2024, em uma
decisão amplamente criticada pela comunidade internacional.
Em relação à pressão
internacional sobre Maduro, Machado observou que o regime está cada vez mais
isolado, citando conflitos com a Guiana e críticas do Parlamento Europeu. Ela
instou a comunidade internacional a pressionar Maduro a aceitar um caminho democrático
e a respeitar o Acordo de Barbados firmado entre o regime e a oposição
venezuelana.
Machado também expressou
preocupação com a crescente influência de Rússia e Irã na Venezuela, destacando
os potenciais impactos negativos não apenas para os venezuelanos, mas também
para toda a região latino-americana.
Diante desses desafios, Machado
conclamou os governos latino-americanos a desempenharem um papel fundamental na
democratização da Venezuela, enfatizando a necessidade de evitar uma escalada
de violência que possa ter consequências desastrosas para toda a região.
Enquanto isso, Machado criticou
as recentes mesas de negociação lideradas pelo presidente da Assembleia
Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, argumentando que tais iniciativas só
servem para fortalecer o controle do regime sobre o processo eleitoral.
No que diz respeito às relações
com a Colômbia, Machado destacou a importância das negociações em curso entre o
presidente colombiano, Gustavo Petro, e o Exército de Libertação Nacional
(ELN), enquanto alertava para os interesses de Maduro em manter grupos armados
ativos na região.
Em meio a essas complexas
dinâmicas políticas e internacionais, a Venezuela enfrenta um futuro incerto,
com enormes desafios a serem superados em busca de uma transição democrática e
pacífica. A voz de María Corina Machado surge como um farol de esperança em
meio à escuridão política que assola o país.
Gazeta Brasil
(Com informações de Europa Press)

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