O Exército Israelense divulgou nesta segunda-feira imagens encontradas em Gaza, onde afirma que se vê Shiri Bibas, uma mulher capturada por milícias palestinas, com seus filhos menores Ariel e Kfir – um bebê de apenas um ano -, enquanto eram transportados dentro da Faixa em 7 de outubro, seu primeiro dia de cativeiro. “Estamos muito preocupados com a condição e segurança de Shiri e das crianças, e estamos fazendo todo o possível para obter mais informações sobre o destino delas”, declarou o porta-voz do Exército, Daniel Hagari, sobre o caso desta família argentino-israelense da qual ainda se desconhece o paradeiro ou o estado em que se encontram.
Segundo ele, fotos e
imagens de vídeo encontradas em uma câmera de segurança em Gaza mostram como a
mãe e seus filhos, cercados por terroristas armados, são cobertos por um pano
por milicianos em Gaza que os deslocam pela área de Khan Younis em 7 de
outubro, dia do ataque do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas
morreram e outras 250 foram feitas reféns em Gaza.
O caso da família Bibas é um dos
mais conhecidos entre os mais de 130 israelenses ainda mantidos em cativeiro em
Gaza – cerca de trinta deles confirmados como mortos. O bebê Kfir é o refém
mais jovem que permanece na Faixa e foi feito cativo com seu irmão Ariel, de
quatro anos, e sua mãe, residentes em um kibutz vizinho a Gaza, enquanto o pai,
Yarden, foi sequestrado separadamente e também transferido para o enclave.
Nenhum deles foi libertado no
primeiro acordo de libertação de prisioneiros de uma semana de duração no final
de novembro, no qual principalmente mulheres e crianças foram libertadas,
aumentando as preocupações de familiares e amigos sobre sua situação. Segundo
anunciado na época pelo Hamas, Shiri e seus dois filhos foram mortos por um
bombardeio israelense em Gaza, embora Israel afirme que até agora não pôde
verificar ou confirmar essa informação. De acordo com o Exército, os vídeos
encontrados e divulgados nesta segunda-feira mostram que eles não foram mortos
no momento em que foram feitos reféns e chegaram vivos à área de Khan Younis,
em Gaza, em 7 de outubro.
Lá, acrescentou o porta-voz
Hagari, eles ficaram nas mãos de outra milícia palestina presente na Faixa, a
Kataib Mujahideen.
“As imagens mostram os terroristas enrolando
Shiri e seus bebês em um lençol, tentando escondê-los. Você pode ver o cabelo
ruivo do pequeno Ariel aparecendo entre o tecido branco.”
Depois disso, “eles foram
forçados a entrar em um carro e foram levados para outro lugar”, acrescentou
Hagari.
Após as informações divulgadas
pelo Exército, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu às
imagens.
“Levaremos esses sequestradores de bebês e
mães à justiça. Eles não vão escapar impunes”, garantiu em comunicado divulgado
por seu gabinete.
(Com informações da EFE)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!