Incêndios florestais atingiram
regiões do Chile no início deste mês e causaram diversos estragos. Javier
TORRES / AFP
Tragédia foi a pior no país desde
o terremoto de 2010; ao menos 112 morreram
Os incêndios
florestais que se alastraram por cinco municípios da região de
Valparaíso, no Chile,
causaram a perda de 4.286 hectares de floresta nativa. A informação foi
confirmada pela Fundación Terram nesta quinta-feira, 15, em um estudo
financiado pela União Europeia. As chamas afetaram regiões urbanas
e industriais, terras agrícolas, reservatórios e os arredores de lagos e
lagoas. “Na floresta nativa danificada, havia espécies emblemáticas de alto
valor ecológico. Havia grupos de palmeira chilena, grupos de belloto do norte,
orquídea, alstroemeria, naranjillo, lingue e patagua”, detalha o documento.
Além disso, foram queimadas espécies típicas de florestas esclerófilas, como
peumos, quillayes e litres.
Essa tragédia é considerada a
mais grave no Chile desde o terremoto de 2010 e pelo menos 112 pessoas
morreram. De acordo com investigações iniciais, os incêndios foram criminosos e
começaram em quatro focos dentro da parte natural do Lago Peñuelas até chegarem
à Viña del Mar, impulsionados pelo vento e pelas temperaturas
extremas. “As plantações de árvores urbanas tendem a ser construídas com
espécies exóticas que requerem cuidados especiais e muitas vezes exigem mais
água, além de serem consumidas mais rapidamente pelos incêndios. Cada fragmento
de vegetação nativa que é preservado dentro das cidades e que resistiu às
pressões humanas é extremamente valioso”, disse Flavia Liberona, diretora da
Fundación Terram.
Por Adrielle Farias
*Com informações da EFE
http://dlvr.it/T2tSLs
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