Os fornecedores de serviços prestados de forma contínua de plano de saúde e odontológico no Estado do Rio podem ser obrigados a oferecerem, aos consumidores que tenham contratos em atividade, as mesmas condições previstas para a adesão de novos planos e pacotes promocionais. É o que propõe o Projeto de Lei 2.366/17, de autoria do deputado Átila Nunes (PSD), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta quarta-feira (28/02). A medida ainda precisa ser votada em segunda votação na Alerj.
A norma complementa a Lei
7.077/15. O novo texto tem por objetivo estender os benefícios a todos os
serviços contínuos. Além das operadoras de planos de saúde e odontológico, o
novo texto enquadra na classificação especificidades do serviço privado de
educação, como cursos extracurriculares voltados diretamente ao desenvolvimento
físico, mental, cultural, artístico ou intelectual do consumidor, tais como
academias de ginástica, musculação, lutas ou artes marciais, danças em geral e
qualquer prática desportiva, bem como os cursos de artes, técnicos e didáticos
em geral, inclusive os cursos de idiomas, informática, reforço escolar, canto e
instrumentos musicais, abrangendo qualquer curso ou atividade de caráter
oneroso e contínuo.
A legislação em vigor já garantia
a medida para os serviços de telefonia móvel e fixa; as operadoras de TV por
assinatura; as operadoras de transmissão de dados de internet banda larga e os
provedores de internet e hospedagem de sites, blogs e semelhantes; às
concessionárias de energia elétrica, água, gás e outros serviços essenciais,
além dos prestadores de serviço privado de educação em todos os níveis, sem
especificar os cursos.
“O projeto garante aos clientes
antigos os mesmos direitos de ofertas promocionais oferecidas para captar novos
clientes, o que por vezes traz desequilíbrio na relação preexistente entre o
fornecedor do serviço e o consumidor final. Essa é uma prática danosa e muitas
vezes usada pelos planos de saúde, empresas de telecomunicação, serviços
privados de saúde, dentre outros”, justificou Átila Nunes.

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