No seu discurso de Ano Novo, o
presidente Xi Jinping afirmou no domingo que a China “certamente será
reunificada”, destacando a necessidade de unidade entre os chineses nas duas
margens do Estreito de Taiwan. Durante a transmissão do discurso pela CCTV, Xi
Jinping mencionou que todos devem compartilhar o objetivo comum de contribuir
para o rejuvenescimento da nação chinesa. O presidente já havia expressado em
novembro, durante uma reunião com o presidente dos EUA, Joe Biden, que a
reunificação de Taiwan era “inevitável”.
A China considera Taiwan uma
província que permanece separada desde o final da guerra civil em 1949, e
Pequim exerce pressão militar e econômica para reunir a ilha ao seu território.
Xi Jinping afirmou que a China não descarta o uso da força para alcançar esse
objetivo.
Em relação à economia, Xi
enfrentou desafios em 2023, mas destacou que a China “resistiu à tempestade” e
tornou-se “mais resiliente e dinâmica do que antes”. Ele elogiou o
desenvolvimento de alta qualidade e setores emergentes, como veículos
elétricos, baterias de lítio e painéis solares. O presidente reconheceu as
dificuldades enfrentadas por algumas empresas e pessoas, mencionando pressões
operacionais e desafios no emprego e nas condições de vida.
No contexto internacional, Xi
enviou saudações de Ano Novo ao presidente russo, Vladimir Putin, destacando o
fortalecimento dos laços entre os dois países em 2023. Ele afirmou que as
relações China-Rússia mantiveram um desenvolvimento saudável e estável,
avançando na direção certa, e destacou a confiança política mútua, a
coordenação estratégica mais estreita e a contínua cooperação mutuamente
benéfica.
A China busca consolidar a
tendência positiva de recuperação econômica em 2024, enfrentando desafios como
o desemprego juvenil recorde e a crise imobiliária, enquanto Xi enfatiza o
objetivo de melhorar as condições de vida das pessoas.

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