O governo de Nicolás Maduro
assinou um acordo com a oposição para que o país realize eleições presidenciais
livres e justas neste ano. EFE/ Rayner Peña R.
Governo norte-americano informou
que irá revisar flexibilização concedida ao país após o Supremo ter
desqualificado a principal candidata da oposição para as eleições presidenciais
2024
O chefe da delegação do governo
da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira, 29, que
o país responderá “severamente” caso volte a ser alvo de novas sanções por
parte dos Estados Unidos.
Em outubro, os EUA suspenderam algumas por seis meses. “Estamos muito atentos
às ações tomadas (em Washington) nos próximos dias que possam ser consideradas
agressivas em relação ao direito deste país de viver em paz, de progredir e de
que sejam suspensas todas as medidas coercitivas unilaterais (…) Se houver
qualquer ação agressiva, nossa resposta será severa, recíproca e enérgica”,
declarou Rodríguez em entrevista coletiva.
A fala de Rodríguez surge após os EUA terem
informado no último sábado, 27, que irão revisar a política de sanções à
Venezuela após a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de
desqualificar a principal candidata da oposição para as eleições presidenciais
deste ano, María Corina Machado. O governo norte-americano
considerou o caso “profundamente preocupante”. Matthew Miller,
porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, disse que a decisão do Supremo
venezuelano “é inconsistente com o compromisso dos representantes de Nicolás Maduro de
realizar eleições competitivas”. Em resposta, Rodríguez pediu ao governo dos
EUA nesta segunda-feira que não interfira em “assuntos que só dizem respeito
aos venezuelanos”.
O TSJ decretou na última
sexta-feira, 26, a inabilitação pelo período de 15 anos para
María Corina, o que a impede de concorrer nas eleições programadas para o
segundo semestre deste ano e em qualquer outro processo eleitoral até 2036. A
ex-deputada venceu as primárias da oposição em 22 de outubro, quando recebeu
92,35% dos votos. A flexibilização das sanções, incluindo as relacionadas ao
petróleo e ao gás, expira em abril. Os EUA ameaçaram retomar elas caso Machado
continue inabilitada e caso a Venezuela não libere prisioneiros políticos,
questão sobre a qual houve um pequeno avanço em dezembro.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE
http://dlvr.it/T25xZl
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