O ministério dos Transportes notificou à Vale na última sexta-feira (26), cobrando R$ 20 bilhões de concessões de ferrovias que foram renovadas antecipadamente na gestão Bolsonaro.
O envio do ofício, que foi
encaminhado também à companhia MRS Logística, ocorreu no mesmo dia em que o
governo Lula teria desistido de indicar o ex-ministro Guido Mantega para a
presidência da mineradora.
A investida em indicar Mantega
teve forte resistência dos acionistas da Vale e do mercado financeiro e chegou
a derrubar as ações da empresa.
Em suas redes sociais, o ministro
dos Transportes, Renan Filho, disse que as notificações são resultado de “meses
de um trabalho árduo e de dedicação praticamente exclusiva de uma valorosa
equipe do ministério”.
O governo Lula quer rever quatro
concessões ferroviárias cujos contratos foram renovados antes do previsto por
Bolsonaro: uma da Rumo (cujo acordo já foi fechado), dois da Vale, e um da MRS.
Procurada, a Vale informou que
“recebeu a notificação e que vai analisar o documento”.
Sobre o assunto, o ex-procurador
Deltan Dellagnol fez o seguinte questionamento:
"Quem lembra da imprensa
amiga dizendo na maior naturalidade que o governo federal tinha “instrumentos”
para pressionar a Vale a aceitar Guido Mantega como presidente, só pra
satisfazer os desejos de Lula?"
Jornal da Cidade

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