Comércio estima aumento de
13,6% do impacto do abono em relação a 2022. Só em SP, incremento chegará a R$
10,3 bilhões
A segunda
parcela do 13º salário, paga até esta quarta-feira (20) aos
trabalhadores com carteira assinada, deve ter um impacto de R$ 106,29 bilhões
na economia. Estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços
e Turismo) revela que, no total, somando a primeira parcela, depositada até 30
de novembro, a injeção de recursos chega a R$ 267,6 bilhões. O montante é 6,2%
maior que o registrado em 2022.
"Com mais gente empregada no
setor formal, o décimo terceiro salário deste ano não apenas será maior como
terá um impacto ainda mais significativo sobre o varejo", afirma a
FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de
São Paulo), em nota.
A entidade estima um aumento de
13,6% do impacto do abono em relação a 2022. Só no estado de São Paulo, o
incremento chegará a R$ 10,3 bilhões. Segundo cálculos da federação, o valor
total só no estado deve atingir R$ 86,1 bilhões.
Se a maior parte desse valor será
destinada à quitação de dívidas e para lidar com despesas comuns dessa época do
ano, como IPTU, IPVA e gastos escolares, muita gente vai usar o dinheiro extra
para ir às compras também, estima a federação.
A expectativa é que os recursos
destinados ao consumo aumentem 23% em 2023, na comparação com o mesmo período
do ano passado. Em 2022, cerca de R$ 14 bilhões foram utilizados para consumir,
neste ano esse número superará a casa dos R$ 17 bilhões.
O que reforça a perspectiva de
que este dezembro será o melhor da história do comércio paulista em termos de
faturamento. O setor deve somar receitas na ordem dos R$ 119,7 bilhões no
período, o que representa uma alta de 5% em comparação ao mesmo mês do ano
passado, segundo dados da FecomercioSP.
Já o estudo da CNC revela que,
após dois anos de direcionamento predominante para o pagamento de dívidas, em
2023 os gastos no comércio (R$ 37,35 bilhões) deverão voltar a liderar a
intenção de uso da segunda parcela do décimo terceiro salário.
A quitação e o abatimento das
dívidas deverão consumir 34% dos recursos (R$ 35,97 bilhões), seguidos por
gastos no setor de serviços (R$ 20,31 bilhões) e poupança (R$ 12,66 bilhões).
Benefício para 87,7 milhões de
brasileiros
Outro estudo sobre o abono
natalino deste ano realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos) prevê que o benefício atinja 87,7
milhões de brasileiros, entre trabalhadores, aposentados e pensionistas da
Previdência Social, da União, dos estados e dos municípios, num total de R$ 291
bilhões de impacto na economia.
O valor representa 2,7% do PIB
(Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
Em média, o valor do décimo
terceiro salário do setor formal corresponde a R$ 3.806. A maior média deve ser
paga aos trabalhadores do setor de serviços (R$ 4.460). Na sequência, aparece a
indústria (R$ 3.922). O menor pagamento adicional ficará com os trabalhadores
do setor primário (R$ 2.362).
O pagamento da primeira parcela
do abono natalino foi feito até o dia 30 de novembro aos trabalhadores com
carteira assinada. Já a segunda e última parcela tem que ser paga até esta
quarta (20).
Para o professor Jair Rottini,
coordenador do curso de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, é
importante que todos tenham cautela com o valor extra, analisando com calma o
que fazer, já prevendo 2024.
“Para garantir tranquilidade após
as festas, é interessante se planejar com o dinheiro do décimo terceiro, gastar
com cautela, e não usar a verba para comprar itens que não sejam necessários.
Tente quitar dívidas, caso as tenha, assim será possível passar as próximas
festividades sem apuros financeiros. O mais importante é não adquirir novos
boletos. Pense em ter a vida financeira equilibrada”, afirma o professor. Veja
abaixo as orientações.
Cinco dicas para o 13° salário
1. Dívidas
Quem está no cheque especial ou tem parcelas de financiamento no cartão de crédito
deve usar o décimo terceiro salário para quitar essas dívidas. Se não der para
“zerar” tudo, comece pelas contas que cobram os juros mais altos. Use a quantia
recebida para ganhar abatimento das dívidas na hora da negociação.
2. Contas do começo do ano
O planejamento é fundamental para tudo na vida. Já pensou começar o ano com o
IPTU, o IPVA, matrículas e materiais escolares pagos? Pois é, utilize o
recebimento de novembro e dezembro para começar 2024 com folga no orçamento.
3. Reserva de emergência
Ter um fundo para imprevistos é fundamental para deixar a cabeça tranquila.
Nunca se sabe quando vai ocorrer uma doença na família ou a perda do emprego.
Por isso, aproveite o salário extra para iniciar um “fundão”. O ideal é que se
tenha um valor equivalente a, pelo menos, seis meses de despesas mensais.
4. Investimentos
Se você já dispõe de um fundo para emergências e não tem dívidas, aproveite
para investir. Escolha investimentos adequados às suas necessidades. O salário
também pode se transformar no primeiro passo para contratar produtos
financeiros que garantam a segurança financeira de todos da sua casa. Sempre
aplique o dinheiro de forma estratégica, de olho no futuro.
5. Presentes
Se ainda assim você é daqueles que não conseguem ficar sem gastar na época em
que mais se presenteia, busque promoções. Antecipe as compras, utilize apenas
uma parte do valor recebido para os presentes.
Do R7
Fonte: Jair Rottini,
coordenador do curso de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera

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