Após semanas de monitoramento e aflição, estrutura cedeu no começo da tarde deste domingo; impactos ambientais na lagoa Mundaú ainda serão avaliados
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), afirmou que o colapso na mina 18 da Braskem foi localizado e não representa perigo para a população. Ele ressaltou que os impactos ambientais na lagoa Mundaú ainda serão avaliados. O rompimento do teto da mina ocorreu por volta das 13h15 deste domingo, após semanas de monitoramento devido a abalos sísmicos. A área afetada, no bairro do Mutange, já havia sido evacuada e não houve vítimas. Segundo JHC, o rompimento foi concentrado e local, portanto, as pessoas em outras áreas da cidade “podem ficar tranquilas”. Cerca de 20% do território da capital alagoana sofre com os efeitos do afundamento do solo causado pela mineração da Braskem, o que levou cerca de 60 mil pessoas a deixarem suas casas. Além disso, muitos animais foram abandonados.
Ainda não é possível determinar
os danos causados pelo colapso da mina, pois parte dos equipamentos de
monitoramento interno não está funcionando. No entanto, estudos descartam a
possibilidade de reação em cadeia para outras minas na região. A mina 18, que
sofreu o colapso, tem aproximadamente o tamanho de um campo de futebol e está
localizada em uma área submersa na lagoa do Mundaú. O preenchimento e ocupação
da mina serão analisados para entender como o fenômeno se estabiliza. A
avaliação dos danos ambientais na lagoa exigirá estudos mais aprofundados. O
prefeito se reuniria representantes do governo do Estado para discutir o
assunto. Já o encontro com o governador Paulo Dantas (MDB)
ocorrerá amanhã. Nas redes sociais, o gestor estadual afirmou que acionará
imediatamente a Braskem para que a empresa assuma sua responsabilidade com o povo
de Maceió e de Alagoas.
A exploração de sal-gema em
Maceió começou em 1979 e foi suspensa em maio de 2019 após a divulgação de um
laudo do Serviço Geológico Brasileiro que apontou danos ao solo causados pela
atividade. Os primeiros relatos sobre os danos no solo surgiram em março de
2018, durante tremores de terra que afetaram cerca de 14.500 residências e
estabelecimentos comerciais, causando rachaduras e desmoronamentos.
Por da Redação/Jovem Pan

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