Com esse resultado, o governo do
presidente Nicolás Maduro obteve apoio popular para desenvolver um plano
acelerado para o atendimento integral da população atual e futura da região de
Essequibo
Os venezuelanos apoiaram, em um
referendo não vinculativo, a anexação do território de Essequibo pela Venezuela, segundo os
primeiros resultados da consulta popular realizada neste domingo, 3, no país. A
região tem quase 160 mil quilômetros quadrados, é rica em petróleo e disputada
com a vizinha Guiana. De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), houve
um total de 10.554.320 votos, e 95,93% dos venezuelanos que participaram do
referendo (o CNE não informou a porcentagem de abstenções) responderam afirmativamente
à quinta pergunta, sobre se concordavam ou não com a anexação desse território
e a criação, nele, de uma nova região chamada “Guayana Esequiba”. Com esse
resultado, o governo do presidente Nicolás Maduro obteve
apoio popular para desenvolver, como pedia a pergunta, “um plano acelerado para
o atendimento integral da população atual e futura” dessa área, o que inclui a
concessão de cidadania às 125 mil pessoas que lá vivem, em sua maioria comunidades
indígenas.
Na votação, promovida pelo
governo e parte da oposição, 95,94% dos venezuelanos também concordaram em se
opor “por todos os meios” à reivindicação da Guiana, que controla o território
em questão, de “dispor unilateralmente” das águas que Caracas considera
“pendentes de delimitação”. Além disso, 95,40% dos eleitores apoiaram a ideia
de “não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça” (CIJ) nessa
controvérsia do século XIX, que está sendo resolvida nesse tribunal desde 2018.
Assim como o governo, 98,11% dos eleitores entenderam o Acordo de Genebra como
o “único instrumento legal válido para chegar a uma solução” nessa disputa, em
referência ao documento assinado em 1966, segundo o qual as partes se
comprometem a encontrar um resultado “satisfatório” para ambas as nações por
meio de negociações diretas. O referendo também viu 97,83% rejeitarem, “por
todos os meios”, o Laudo Arbitral de Paris, o argumento legal da Guiana na
disputa e que definiu as fronteiras atuais em 1899.
Por Jovem Pan

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