O mistério do voo MH370 da
Malaysia Airlines voltou ao centro das especulações com o depoimento de Kit
Olver, um pescador veterano aposentado que afirma ter retirado do oceano o que
seria uma asa do avião desaparecido, em algum momento entre setembro e outubro
de 2014, perto da costa sudeste da Austrália.
Em entrevista ao Sydney Morning
Herald, Olver compartilhou detalhes perturbadores. “Era uma asa malditamente
grande de um grande avião”, descreveu. Este avistamento ocorreu após a
misteriosa desaparecimento do voo MH370 em 8 de março de 2014, que levava a bordo
227 passageiros e 12 tripulantes.
O incidente ocorreu quando Olver,
de 77 anos, estava pescando anchovas em uma área aproximadamente 55 quilômetros
a oeste da vila de Robe, na Austrália do Sul. Ao se deparar com este obstáculo,
sua rede sofreu danos significativos ao enroscar-se no objeto, que era muito
pesado e volumoso para ser içado a bordo do barco.
Olver, junto com George Currie,
outro membro da tripulação da embarcação Vivienne Jane, tentou recuperar o que
parecia ser um componente do avião comercial. Currie descreveu o objeto como
“incrivelmente pesado” e confirmou que era uma asa, excluindo a possibilidade
de que fosse de um avião militar ou pequeno.
No entanto, a tripulação foi
obrigada a liberar o objeto, pois era muito grande para ser levado a bordo,
resultando na perda de uma rede avaliada em 20 mil dólares australianos (cerca
de R$ 13.500). Currie corrobora a afirmação de Olver sobre a identificação do
objeto como a asa de um avião comercial.
Apesar de informar à Autoridade
Marítima Australiana sobre sua descoberta, a resposta que receberam foi de
incredulidade: sustentaram que provavelmente se tratava de um contêiner de
carga caído de um navio russo na região.
Três anos mais tarde, tentou
novamente contatar a Ocean Infinity, a empresa que realizava uma nova busca
pelo MH370, mas também não recebeu resposta. Olver tem evitado qualificações
que o liguem a teorias conspiratórias, mas insiste que sua experiência não pode
ser relacionada a um contêiner comum, e embora tenha perdido contato com outros
membros da tripulação, a história ganha relevância enquanto o enigma do MH370
continua sem solução.
O achado foi particularmente
perturbador para Olver e sua tripulação, pois ocorreu apenas meses após o
desaparecimento do voo MH370.
Até o momento, apesar de ser a
busca marítima mais cara da história, o local final do avião nunca foi
encontrado.
A persistente incerteza em torno
ao destino final do MH370 levou a um novo chamado de Olver para investigar a
localização precisa do achado, com a esperança de oferecer um fechamento para
as famílias das vítimas. Apesar dos extensos esforços de busca no oceano Índico
meridional, realizados por Malásia, China e Austrália, que terminaram em
janeiro de 2017 sem resultados, os seguidores do tema consideram que o
depoimento pode oferecer uma pista crucial para resolver o enigma.
Olmer afirma que o objeto que
encontrou era muito grande para ser um contêiner de carga. Ele também diz que
era muito pesado e volumoso para ser içado a bordo de seu barco. Além disso,
Currie, outro membro da tripulação, confirma que o objeto era uma asa de avião.
O depoimento de Olver é o
primeiro relato de um possível achado de destroços do voo MH370 na costa da
Austrália. Se for confirmado, pode ser uma pista crucial para resolver o
mistério do desaparecimento do avião.

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