Ministro da Economia anunciará às
17h desta terça o primeiro pacote de medidas econômicas; presidente da
Argentina defende um tratamento de choque para evitar catástrofe do país
A Argentina vai
anunciar às 17h (mesmo horário em Brasília) desta terça-feira, 12, as primeiras
medidas econômicas para evitar uma hiperinflação. O presidente Javier Milei,
que assumiu a presidência do país no último dia 10, promete fazer o impossível
no curto para evitar a catástrofe que a situação, e defende que é necessário um
tratamento de choque e que o ajuste fiscal será equivalente a 5% do Produto
Interno Bruto (PIB). A Argentina está atolada em uma grava crise econômica, com
inflação anualizada superior a 140% e uma taxa de pobreza que ultrapassa os
40%. “A inflação que vamos evitar certamente será muito mais devastadora que a
hiperinflação dos anos de 1989 e 1990. Por isso a nossa preocupação e a
urgência nas medidas”, destacou o ministro da Economia, Luis Caputo.
Nas suas declarações, o porta-voz
da presidência, Manuel Adorni, evitou referir-se às decisões que serão tomadas
no mercado de moedas, sujeito a um regime de controle desde 2019 com uma dezena
de taxas de câmbio diferentes. Ele reiterou, porém, que haverá uma redução
significativa do tamanho do Estado. “O Estado do tamanho de um elefante não
pode continuar a existir porque do outro lado você tem pessoas que o sustentam
com os seus impostos – diretos ou indiretos – que não conseguem colocar um
prato de comida na mesa”, considerou. Nesse sentido, lembrou que, a partir
da Lei dos Ministérios, sancionada em 10 de dezembro, quando Milei tomou posse,
as pastas ministeriais foram reduzidas de 18 para 9; as secretarias de 106 para
54; e as subsecretarias de 182 a 149, em uma redução total de 34%.
O setor público na Argentina
representa mais de 18% do emprego total, um dos percentuais mais elevados da
América Latina, com quase 3,4 milhões de pessoas. “O objetivo é fazer o
impossível no curtíssimo prazo para evitar a catástrofe. Estamos diante de uma
das crises mais profundas da história e caminhamos para uma hiperinflação. A
decisão é evitá-la”, declarou o porta-voz presidencial em coletiva de imprensa
na Casa Rosada. Adorni confirmou o fim da publicidade institucional na imprensa
“durante um ano”. O porta-voz anúncio que o pacote de medidas econômicas a ser
anunciado terá como foco “cobrir esta emergência econômica” para tentar “evitar
uma catástrofe maior”.
Adorni reiterou que os contratos
e nomeações públicas feitas pelo governo anterior no último ano “estão em
revisão” e acrescentou que haverá a “sanção correspondente” para os
funcionários que não queiram colaborar com o Executivo. Os movimentos
piqueteros e as forças políticas de esquerda convocaram os primeiros protestos
contra os ajustes econômicos antecipados por Milei para o dia 20 de
dezembro. Essa data remonta à grave crise de 2001 na Argentina, que desencadeou
um grave cenário econômico e social no país sul-americano e levou à renúncia
dos presidentes Fernando de la Rúa (1999-2001) e Adolfo Rodríguez Saá (2001)
Por Jovem Pan
*Com agências
internacionais




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