Ao sair da prisão, o
ex-presidente abraçou sua filha, Keiko Fujimori, líder do partido fujimorista
Força Popular
O ex-presidente peruano Alberto Fujimori foi
solto nesta quarta-feira, 6, por ordem do Tribunal Constitucional do
país – ele ficou detido por corrupção por 16 anos. A liberação acontece apesar
da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) ter solicitado
às autoridades do Peru que
não o libertassem. Fujimori deixou o complexo penal “Barbadillo” usando uma
cânula nasal para administração de oxigênio. Ao sair da prisão, o ex-presidente
abraçou sua filha, Keiko Fujimori, líder do partido
fujimorista Força Popular, e seu filho Kenji. Ele cumprimentou
alguns dos presentes que eram ligados à família e ao partido político, e entrou
em um veículo junto com os filhos e nora. Quando o ex-presidente deixou o
último posto de controle da prisão, dezenas de simpatizantes que o aguardaram
durante todo o dia o saudaram com aplausos, músicas e fogos de artifício. Mas a
expectativa de sua libertação era tanta que o carro ficou retido por quase 30
minutos, mal conseguindo se deslocar pelas ruas próximas, cercado por
apoiadores, policiais e jornalistas. A libertação de Fujimori foi adiada por
várias horas devido a um problema biométrico na prisão de Barbadillo, onde estão
detidos os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006) e Pedro Castillo
(2021-2022).
O Tribunal Constitucional (TC)
ordenou a libertação imediata de Fujimori na terça-feira, e a resolução, que
foi assinada por três de seus atuais seis integrantes, com o voto de minerva do
presidente do órgão, Francisco Morales, declarou “procedente o recurso para a
execução direta e imediata da sentença de 12 de março, proferida no presente
julgamento”. O Tribunal Constitucional tomou essa decisão depois que um tribunal
da região de Ica, no sul do país, declarou na sexta-feira passada que uma
primeira decisão que restabelecia o perdão era improcedente. No entanto, a
Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) publicou uma resolução na
quarta-feira exigindo que o Peru se abstivesse de libertar Fujimori, a fim de
garantir justiça para as vítimas de violações de direitos humanos. A resolução
exige que o Peru não liberte Fujimori até que a Corte Interamericana “tenha
todos os elementos necessários para analisar se essa decisão cumpre as
condições estabelecidas na Resolução da Corte de 7 de abril de 2022”. Naquela
data, a corte ordenou que o Peru se abstivesse de aplicar uma decisão do TC que
ratificava o indulto, pois era contrário às decisões do tribunal internacional
nos casos dos massacres de La Cantuta e Barrios Altos, pelos quais o
ex-presidente foi condenado a 25 anos de prisão.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

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