O candidato presidencial argentino pela aliança La Libertad Avanza, Javier Milei, comemora com seus apoiadores depois de vencer o segundo turno da eleição presidencial fora da sede de seu partido em Buenos Aires em 19 de novembro de 2023. O forasteiro libertário Javier Milei causou uma grande reviravolta no domingo com uma vitória retumbante nas eleições presidenciais da Argentina eleições, uma repreensão contundente aos partidos tradicionais que supervisionaram décadas de declínio económico. Emiliano Lasalvia/AFP
Argentinos vão às ruas nesta
quarta-feira, 20, aniversário dos protestos de 2001, para manifestar contra o
pacote de medidas econômicas anunciadas pelo atual presidente
Em meio a preparação de alguns
argentinos para o 20D, aniversário dos protestos violentos de 20 de dezembro de
2001, que terminaram com 39 mortes e a renúncia do falecido ex-presidente
Fernando de la Rúa (1999-2001), em um contexto semelhante ao atual de alta
inflação e pobreza, o governo de Javier Milei anunciou
nesta terça-feira, 19, que foi criada uma linha telefônica para denunciar
líderes sociais que “ameacem beneficiários de planos sociais para forçá-los a
protestar”. “A linha 134 estará aberta para qualquer pessoa que se sinta
ameaçada por qualquer dirigente, intermediário ou líder político”, confirmou o
porta-voz em entrevista coletiva dia a dia na Casa Rosada. A medida foi anunciada
pelo Ministério do Capital Humano na segunda-feira, e procura auditar as
organizações sociais para garantir que elas repassem planos sociais com o
objetivo de eliminar a intermediação na concessão dessa ajuda paga pelo Estado
aos setores vulneráveis e desempregados.
“Não acreditem e telefonem (para
o 134), temos uma equipe pronta para atender todo e qualquer caso. O plano não
será cortado, permanecerão em suas casas, é claro que é um direito
constitucional se manifestar, fazer-se dentro da lei e respeitar o protocolo de
resolução do ministério da Segurança, Patrícia Bullrich”, acrescentou
Adorni. Na segunda-feira, ministra Sandra Pettovello publicou a seguinte
mensagem em sua conta no X (antigo Twitter): “Só quem não vai receber pelo
plano é quem vai à passeada e bloqueia a rua: quem bloqueia não receber”,
escreveu, se referindo a anualação do cadastro daqueles que são beneficíários
de programas sociais e participam de manifestações contra o governo. A
identificação das pessoas srá feita a partir de câmeras de reconhecimento
facial espalhadas pela cidade de Barcelona.
O porta-voz explicou que “a
decisão foi tomada e a lei será cumprida”, reiterando que qualquer pessoa que
se manifestar fora do protocolo ‘antipiquete’ será identificado e perderá a
assistência do Estado. O protocolo estabelece que os protestos só podem
ocorrer nas calçadas, aqueles que fecham as ruas serão punidos, bem como
aqueles que fazem, organizam, instigam ou são “cúmplices”. As forças de
segurança envolvidas na operação terão permissão para portar armas de fogo,
também farão o registro das organizações envolvidas, proibirão protestos com
rostos cobertos ou que tragam crianças, além de que a Migração será notificada
se os participantes forem estrangeiros com residência temporária. “Não
queremos que o tráfego seja interrompido na Argentina,
não apenas na 9 de Julio (via principal de Buenos Aires), mas também no resto
do país. A livre circulação deve ser garantida”, insistiu a porta-voz da
presidência. As manifestações de 20 de dezembro, convocadas pela Unidad
Pequetera, é contra o pacote de medidas econômicas anunciadas pelo governo de
Milei.
Por Jovem Pan
*Com agências internacionais

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