No entendimento do ministro da
Fazenda, o texto da PEC tem ‘nota 7,5’ e vai melhorar o sistema tributário no
país
Fernando Haddad (PT)
comemorou a aprovação
da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária no
Senado, na noite desta quarta-feira, 8. Em pronunciamento à imprensa, o
ministro da Fazenda afirmou que o texto será responsável por “trazer
investimentos ao Brasil”. Além disso, o petista afirmou que a “espinha dorsal”
da proposta foi mantida na votação e não acredita que a PEC precisará ser
“fatiada”. “Não acredito que vai precisar. Assim como o Senado se deu o direito
de mudar alguma coisa, a Câmara vai avaliar. O que for comum entre as casas,
será promulgado. A espinha dorsal está ali, com a concordância de todos. Será
mudado um detalhe ou outro da vida. IVA Dual, não cumulativa, desoneração de
investimento, desoneração de exportação, cesta básica desonerada, alimentos
mais baratos. Isso está na conta de todo mundo. É por isso que recebeu esse
apoio massivo”, declarou o economista.
De acordo com Fernando Haddad, a
PEC vai transformar o sistema tributário de “nota 2” para um de “nota 7,5”.
“Conforme eu disse, estamos saindo de um sistema tributário nota 2, mas não
para um nota 10. Houve muita discussão e acordo para chegar a esse resultado.
Mas, se promulgada, estaremos numa situação bastante confortável. Essa PEC
merece uma nota 7,5 com louvor. Ela tem um dispositivo que pode transformá-la
em nota 10, que é, a cada quatro anos, fazer uma revisão das exceções. Isso vai
ajudar o país a encontrar o equilíbrio dos setores”, completou o ministro, que
também agradeceu o senador Eduardo Braga (MDB-AM) e o deputado federal Agnaldo
Ribeiro (PP-PB) pela articulação. “Eu quero agradecer muito ao senador Eduardo
Braga e ao deputado Agnaldo Ribeiro, que mantiveram uma interlocução o tempo
todo e conseguiram promover o entendimento que levou a vitória por 53 votos.
Houve muita atuação por parte da oposição contra a reforma. Na minha opinião,
isso polarizou o debate. É uma questão de Brasil. A PEC sequer foi apresentada
por esse governo”, comentou.
Aprovação no Senado
O Senado aprovou a PEC com com 53
votos favoráveis e 24 contrários. O texto aprovado pelos senadores ampliou
parte das exceções da proposta e criou o cashback (devolução do
valor pago) obrigatório no consumo de gás de cozinha para famílias de baixa
renda. No relatório anterior, já era obrigatória a devolução de imposto para o
consumo de energia elétrica de beneficiários do CadÚnico. Entre as isenções
fiscais que foram incluídas ou mantidas na reforma estão a isenção na compra de
automóveis por pessoas com deficiência ou no espectro autista, bem como por
taxistas, e a alíquota zero na aquisição de medicamentos e dispositivos médicos
pela Administração Pública e por entidades de assistência social sem fins
lucrativos. Também foram incluídos benefícios fiscais para montadoras que
invistam em carros movidos a álcool, além da manutenção da concessão de
créditos tributários para produção de veículos elétricos, válida para plantas
de fábricas aprovadas ou implantadas até dezembro de 2025. A imunidade de IPVA
para embarcações que exerçam atividades econômicas também foi adicionada na
proposta.
A reforma tem objetivo de
simplificar o sistema tributário e transformará cinco tributos (ICMS, ISS, IPI,
PIS e Cofins) em três: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição
sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS). Cada novo tributo terá um
período de transição. A CBS e o IBS, que tributam o consumo, são formas de
Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que incide apenas nas etapas do comércio
que geram novo valor ao produto ou serviço e assim evita novas cobranças sobre
impostos já pagos. Para que seja aprovada, uma PEC depende do apoio de 3/5 da
composição de cada Casa, em dois turnos de votação em cada Plenário. No Senado,
são necessários os votos de, no mínimo, 49 senadores. O texto só é aprovado se
houver completa concordância entre a Câmara dos Deputados e o Senado. Como o
relator apresentou um substitutivo, o texto passará por nova análise dos
deputados.
Por Jovem Pan

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