O Exército realizou a apreensão
de oito celulares, dois computadores e uma máquina para pagamentos com cartões
bancários nas residências de militares suspeitos de participação no furto de 21
vítimas em um quartel na Grande São Paulo. Todo o material ouvido passou por
perícia, conforme informações do G1, que relatou a participação da Polícia
Militar (PM) e da Polícia Técnico-Científica na operação.
A ação foi realizada na
quinta-feira (23) em Jandira, na Grande São Paulo, com apoio da Polícia Militar
e da Polícia Técnico-Científica. A Justiça Militar havia determinado o
cumprimento a mandados de busca e apreensão a pedido do Comando Militar do
Sudeste (CMSE), que investiga o crime.
O furto das armas foi descoberto
em meados de outubro no Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP), que fica em
Barueri, também na região metropolitana. Desde então, as autoridades
recuperaram 19 das armas. Outras duas metralhadoras ainda são procuradas.
Seis militares são investigados
por participarem diretamente do furto. Um dos militares é o cabo apontado nas
investigações como o responsável por transportar as armas para fora do quartel.
Ele é um cabo que era motorista pessoal do então diretor do Arsenal de Guerra.
De acordo com a investigação das
autoridades, as armas furtadas do quartel seriam negociadas com facções
criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo e o Comando
Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Outros três criminosos são investigados.
Nenhum dos suspeitos pelo desvio
do arsenal está preso, sejam eles militares ou membros do crime organizado.
O Exército Brasileiro reitera que
o episódio é inaceitável e envidará todos os esforços para recuperar as armas
subtraídas no mais curto prazo, responsabilizando todos os autores.
Segundo investigação do CMSE,
soldados, cabos, sargentos e tenentes são suspeitos de retirar 13 metralhadoras
antiaéreas calibre .50 e oito metralhadoras calibre 7,62 do Arsenal de Guerra.
O Comando Militar do Sudeste
chegou a pedir a Justiça Militar as prisões preventivas dos seis militares, mas
o pedido foi negado. O Ministério Público Militar (MPM) também não concordou
com as prisões por entender que os argumentos eram insuficientes de que eles
cometeram o furto.
Até o momento, nenhum dos
suspeitos, sejam militares ou membros do crime organizado, foi preso. O
Exército Brasileiro expressou sua repulsão ao episódio, comprometendo-se a
envidar esforços para recuperar as armas subtraídas e responsabilizar todos os
envolvidos. O inquérito militar, que deverá ser concluído até dezembro, visa
indicar os militares suspeitos por furto, peculato, recepção e extravio, com a
expectativa de emitir novos pedidos de prisão.

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