Proposta unifica cinco tributos
em dois e cria o cashback em itens como a conta de luz e o botijão de gás
O texto da reforma
tributária foi aprovado por 53 votos a 24 votos nesta
quarta-feira, 8, no plenário do Senado, conforme mostrou o site
da Jovem Pan. O texto-base apresentado pelo relator da proposta
senador Eduardo
Braga (MDB-AM) já havia sido aprovado na terça-feira, 7, na
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 20 votos a 6 – os cinco destaques
apreciados foram rejeitados. O modelo brasileiro de tributação existe desde
1988, e o texto surge com a ideia de simplificar as cobranças, com o intuito de
reduzir a sonegação de impostos e aumentar a competitividade das empresas. As
alterações feitas pela CCJ na PEC que veio da Câmara
dos Deputados têm como objetivo evitar o aumento de impostos e de
elevar a R$60 bilhões o fundo mantido pela União para reduzir as desigualdades
regionais.
Na atual tributação brasileira
existem três impostos federais (IPI, PIS e Cofins),
um estadual (ICMS) e um municipal (ISS). Com a reforma, os cinco
impostos dariam lugar a dois Impostos sobre Valor Agregado (IVA), também
chamados de IVA Dual. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)
substituirá o ICMS e o ISS; a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)
unificará os tributos federais IPI, PIS, Cofins. Atualmente, o imposto é
cobrado na origem do produto, mas, com a aprovação da PEC, ele será cobrado no
local de consumo do bem ou serviço, com a desoneração de exportações e
investimentos. Além dessas novas tributações, outro pronto que ganha destaque
com a aprovação da reforma tributária é o Imposto Seletivo, que
ficou conhecido durante a tramitação do texto como “Imposto do Pecado“.
Esta tributação incidirá sobre a produção, extração, comercialização ou
importação de bens e serviços que possam ser prejudiciais à saúde ou ao meio
ambiente como, por exemplo, cigarros e bebidas alcoólicas. O Imposto Seletivo
também poderá incidir sobre armas e munições (exceto quando esses itens forem
destinados à administração pública).
Veja o que muda no dia a dia
com a aprovação da reforma tributária:
- De acordo com o governo federal, a PEC não
aumentará a carga tributária total. Alguns bens e serviços devem ter os
impostos reduzidos ou zerados, enquanto outros podem aumentar;
- O Fundo Nacional de Desenvolvimento
Regional será criado juntamente com a reforma tributária. Por
meio dele, haverá a distribuição de recursos mediante critérios para
reduzir as desigualdades regionais e para estimular a geração de emprego
em renda. Ele está sendo criado para compensar a perda de incentivos
tributários concedidos pelos Estados para atrair empresas para suas
regiões. O relator da reforma ampliou o fundo para R$60 bilhões;
- A reforma cria dois tipos de cesta básica.
A primeira, chamada de cesta básica social, possuirá alíquota zero com
produtos de primeira necessidade, contemplando entre 30 e 35 produtos,
ainda não definidos. A segunda, chamada de cesta básica estendida, terá a
cobrança de uma alíquota reduzida de 40% em relação à alíquota padrão, com
mecanismo de cashback na devolução do imposto para
famílias inscritas no Cadastro Único de assistência social (CadÚnico);
- O cashback devolverá parte do
imposto já pago para a população de baixa renda em itens como conta de luz
e botijão de gás;
- Os defensores da reforma argumentam que ela trará
mais transparência para o consumidor, que conseguirá visualizar de forma
clara o quanto está pagando em imposto em cada produto ou serviço.
Por Jovem Pan

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