Após 34 dias de
guerra no Oriente Médio, 34 brasileiros ou palestinos em processo de
naturalização que estavam nas cidades de Khan Yunis e Rafah, no sul da Faixa de
Gaza, aguardam, desde o início da manhã desta sexta-feira (10), a possibilidade
de atravessar a fronteira de Rafah, com o Egito.
O comerciante
Hasan Rabee, de 30 anos, postou um vídeo em uma rede social se despedindo da
mãe: “O mais difícil da minha vida é deixar a minha mãe e dois irmãos e viajar
e eles estão sem condições de vida”.
O brasileiro
disse esperar que haja uma segunda lista com autorização para seus parentes
deixarem o local comandado pelo grupo terrorista Hamas.
À Agência Brasil,
Hasan também enviou um vídeo do grupo em ônibus em viagem para Rafah. As duas
cidades palestinas são distantes cerca de 10 quilômetros.
Ao chegar na
fronteira, Hasan enviou mais dois vídeos informando que a passagem segue
fechada.
“Até esse
momento, vai fazer meio-dia, as fronteiras estão fechadas. As ambulâncias ainda
não chegaram para trazer os feridos. Se não entrar os feridos, ninguém pode
viajar. Tem que chegar os feridos primeiros do norte da Faixa de Gaza”, relatou
Hasan em vídeo.
O horário na
Faixa de Gaza é cinco horas à frente do horário de Brasília.
Se nenhum novo
problema ocorrer nesta sexta-feira (10), pode ser que os brasileiros consigam
cruzar para o Egito. Isso porque a fronteira de Rafah fechou por duas vezes nos
últimos dias por questões de segurança.

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