Profissionais da Saúde, da Assistência Social e da Educação se reuniram para trabalhar e debater ações relacionadas ao combate e prevenção ao suicídio. Profissionais da Saúde palestraram para o público. Dinâmicas também aconteceram como forma de alertar sobre aos cuidados em Saúde Mental. Foto: Matheus Müller
De janeiro a setembro, Município registrou 210 tentativas de suicídio atendidas pelas unidades de pronto atendimento
Profissionais da Saúde, da
Assistência Social e da Educação se reuniram na tarde
desta quinta-feira, 28, para trabalhar e debater ações relacionadas ao
combate e prevenção ao suicídio. As palestras sobre a temática
aconteceram na Escola Municipal Francisco de Assis Rangel, no Parque Zabulão.
Os profissionais aprenderam sobre
o suicídio como problema de saúde pública e as diferentes fases da
vida em que há mais registros de tentativas de suicídio. Também debateram sobre
a importância do acolhimento, da escuta, da observação de mudanças de
comportamento e do fortalecimento de vínculos.
Durante este mês, a Campanha
Setembro Amarelo alertou sobre a necessidade de
conscientização a respeito da prevenção ao suicídio e sobre a prática
no Brasil e no mundo. Este ano o tema o tema foi “Se precisar, peça
ajuda”, ressaltando que a melhor forma de se evitar um suicídio
é por meio de diálogos e discussões que abordem os transtornos
mentais.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, mais de 700 mil
pessoas morrem por ano no mundo devido ao suicídio, o que representa
uma a cada 100 mortes registradas. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o
suicídio aparece como a quarta causa de morte mais recorrente, atrás de
acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
A OMS também
estima que o suicídio pode ser evitado em 90% dos casos e que,
em 80%, as pessoas comunicam que estão desistindo de viver e, de alguma
forma, pedem socorro.
O secretário de Saúde, Denilson Santa Rosa, falou sobre a importância de
trabalhar de modo intersetorial.
“Essa é uma temática muito sensível, uma tabu na sociedade, mas precisamos de
debates no dia a dia. A união das secretarias também é importante para que
soluções possam ser pensadas de forma intersetorial e que
aconteçam ações efetivas de conscientização e combate. O suicídio está
cada vez mais perto de todos nós e, nestas horas, o acolhimento é
essencial e faz toda diferença. Também é importante lembrar que nenhum paciente
chega na unidade para passear e cabe aos servidores
estarem atentos e ouvir com carinho suas demandas, isso faz toda a
diferença”, destacou o secretário Denilson.
O secretário de Educação,
Maurício Henriques, falou sobre todos das unidades escolares estarem atentos
aos detalhes.
“Temos cerca de 23 mil alunos distribuídos nas 49 unidades escolares. Nós,
educadores, precisamos falar sobre esse tema e estar atentos aos nossos
estudantes. Os professores que lidam cotidianamente com os
estudantes têm a capacidade de notar a mudança de comportamento e essa
sensibilidade é necessária para evitar desfechos trágicos”, falou.
Segundo o secretário de Educação, a temática tem surgido de forma
avassaladora nas unidades escolares.
“Os casos que acompanhamos mais de perto são os de adolescentes. A
educação trabalha com a prevenção, combatendo o bullying que pode
ocasionar um suicídio”, explicou.
A subsecretária de Assistência
Social, Rosimara Valadares, destacou que pensar na proposta
desta capacitação é muito importante. “Nós lidamos com o ser humano e
suas singularidades. A temática é cada vez mais uma questão de saúde pública e
precisa estar no nosso planejamento de ações. O processo de adoecimento da
atualidade tem gerado consequências que podem resultar no
suicídio e os números assustam. Não podemos cruzar os braços
diante destes dados, precisamos cuidar da saúde mental, estar atento aos
sinais, afinal, ninguém consegue medir a intensidade da dor
do outro. Falar sobre o tema é necessário, saber identificar
possíveis sinais e promover espaços de ajuda para evitar a ação de
suicídio”, ressaltou.
Dados – A notificação
de violência autoprovocadas, que inclui a tentativa de suicídio e
automutilação, é obrigatória, desde 2011 no Brasil . As tentativas de suicídio
são de notificação compulsória, ou seja, 24h após o primeiro atendimento.
Neste ano, de janeiro a setembro, segundo os registros da Secretaria de Saúde
de Rio das Ostras, foram 210 notificações de tentativa de suicídio na
Cidade. De acordo com os dados da vigilância epidemiológica, 80% de todos os
casos são de pessoas do sexo feminino.
Os adultos entre 20 a 59 anos, foram a faixa etária mais alarmante, registrando
167 casos correspondendo a 72,8%, 51 casos de adolescentes entre 10 e 19 anos e
6 casos de idosos acima de 60 anos.

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