Mike Johnson, que terá tarefas difíceis
pela frente, afirmou que o primeiro projeto de lei que vai apresentar será em
apoio ao ‘querido amigo Israel’
Após 22 dias, a Câmara dos Estados Unidos
voltou a ter um presidente. O republicano Mike Johnson, fervoroso
apoiador do ex-presidente Donald Trump,
foi eleito presidente da Câmara dos Representantes nesta quarta-feira, 25,
encerrando três semanas caóticas de impasse. Kevin McCarthy foi destituído no
dia 3 de outubro pelo Partido Republicano, após nove meses na presidência. Este
advogado de 51 anos e grande defensor dos valores “tradicionais”, que apoiou as
tentativas legais de alterar os resultados das eleições presidenciais de 2020
em favor de Trump, recebeu 220 votos. Sua eleição foi recebida com aplausos e
uma grande aclamação de pé pelos membros de seu partido, visivelmente aliviados
por ver uma saída para a crise. “O primeiro projeto de lei que apresentarei a
esta casa em breve será em apoio ao nosso querido, querido amigo Israel, e
estamos atrasados em fazê-lo”, disse Johnson. Ele acrescentou que o “maior
aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio está sob ataque”.
Johnson tem tarefas difíceis pela
frente. Primeiramente, terá que negociar para evitar uma paralisação do governo
federal (shutdown) no meio de novembro, não apenas com políticos experientes
como o senador democrata Chuck Schumer e o presidente Joe Biden,
mas também com membros de seu próprio partido. Além disso, terá que lidar com
seus colegas, muito divididos, para atender à solicitação de fundos feita por
Biden para Ucrânia e Israel. O novo presidente é o quarto nomeado pelo partido
em 21 dias para substituir Kevin McCarthy, destituído em uma votação histórica
por um grupo de trumpistas. O chefe de Estado norte-americano já instou o
recém-eleito presidente republicano da Câmara de Representantes a votar
“rapidamente” os recursos para Israel e Ucrânia, respectivamente em conflito
com o grupo islamita palestino Hamas e a Rússia.
“Devemos agir rapidamente para
abordar nossas necessidades de segurança nacional e evitar um ‘shutdown’
(paralisia do governo federal) dentro de 22 dias”, disse Biden em um
comunicado, no qual cumprimentou Johnson. “Embora tenhamos desavenças reais
sobre temas importantes, deveria haver um esforço mútuo para encontrarmos
pontos em comum sempre que pudermos”, destacou. O advogado contou com o
apoio do líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Steve
Scalise, e do presidente do comitê judicial, Jim Jordan, que tentaram em vão
conquistar o cargo antes dele. E, acima de tudo, o apoio de Trump. “Não
ouvi um único comentário negativo sobre ele. Todo mundo gosta dele, é
respeitado por todos… alguém que será verdadeiramente espetacular e talvez por
muitos anos”, disse sobre ele antes da votação. Ele também teve o respaldo
de Matt Gaetz, o trumpista que promoveu a queda do anterior presidente da
câmara, Kevin McCarthy.
Johnson ingressou na Câmara dos
Representantes em 2017 após causar polêmica com uma legislação considerada
hostil à comunidade LGBTQIA+ na Louisiana. No ano passado, esse pai de
quatro filhos votou contra a codificação das proteções federais ao casamento
entre pessoas do mesmo sexo. Ele liderou mais de 100 republicanos que
assinaram um parecer jurídico em apoio a uma ação para anular os resultados das
eleições de 2020 em quatro estados onde o presidente democrata Joe Biden
venceu.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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