Dina Boluarte permaneceu por 90
minutos na sede do Ministério Público (MP) e deixou o local sem dar
declarações, protegida por um forte aparato de segurança
A presidente do Peru, Dina Boluarte,
depôs nesta quarta-feira, 27, ante promotores por sua suposta responsabilidade
na repressão aos protestos que deixaram 50 mortos após a destituição de seu
antecessor, Pedro Castillo, que está preso. Ela permaneceu por 90
minutos na sede do Ministério Público (MP), onde compareceu perante a
procuradora-geral, Patricia Benavides, e seu assistente Carlos Huamán.
“Comparecemos e prestamos depoimento”, disse o advogado presidencial, Joseph
Campos, após a audiência. Boluarte deixou o local sem dar declarações,
protegida por um forte aparato de segurança, que impediu o acesso dos
jornalistas.
O defensor repetiu declarações
anteriores de que “não existiu uma ordem da presidente” às forças de segurança
do Estado para disparar contra os manifestantes. Esta é a terceira vez que a
promotoria interroga Boluarte no âmbito de uma investigação aberta em janeiro pelos
supostos crimes de “genocídio, homicídio qualificado e lesão corporal grave”. O
caso foi aberto “pela morte de cidadãos durante as mobilizações sociais entre
dezembro de 2022 e janeiro de 2023”. A promotoria tenta determinar a
responsabilidade de Boluarte na repressão às manifestações antigovernamentais
nas regiões de Apurímac, La Libertad, Puno, Junín, Arequipa e Ayacucho.
No caso de uma acusação, a
presidente não poderá ir a julgamento até julho de 2026, quando termina seu
mandato, conforme a Constituição. A repressão do governo peruano desde que
Boluarte assumiu a presidência, em dezembro, já deixou 50 mortos, dos quais 20
foram vítimas de disparos de balas das forças militares, segundo a Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Boluarte era vice-presidente do
Peru até assumir o poder, em 7 de dezembro, após a destituição do esquerdista
Pedro Castillo por tentativa de dissolver o Congresso, governar por decretos e
convocar uma Assembleia Constituinte. Castillo cumpre prisão preventiva em Lima,
aguardando julgamento.
Por Jovem Pan
*Com informações das agências
internacionais

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