Candidato deu declaração durante
entrevista ao apresentador norte-americano Tucker Carlson; uma missa foi rezada
em Buenos Aires em desagravo ao Pontífice
Candidato à presidência da Argentina e
favorito nas pesquisas, o ultraliberal Javier Milei acusou
nesta quinta-feira 14, o Papa Francisco de
ter afinidade com “comunistas assassinos” e de estar ao lado de “ditaduras
sangrentas”. “O papa faz política. Ele tem uma forte influência política. Ele
também mostrou grande afinidade com ditadores como Castro e Maduro. Em outras
palavras, ele está do lado de ditaduras sangrentas”, disse Milei em entrevista
para o famoso e polêmico apresentador americano Tucker Carlson,
que é uma das figuras mais influentes da ultradireita americana e, durante
anos, ecoou diversas teorias da conspiração em seu programa “Fox News Tonight”.
Em espanhol, Milei reiterou que o pontífice não condena “os comunistas
assassinos”. “Ele é bastante condescendente com eles e também é condescendente com
a ditadura venezuelana, com todos os da esquerda, mesmo que sejam verdadeiros
criminosos, o que é um problema”, disse. “Ele é alguém que considera a justiça
social um elemento central de sua visão, e isso é muito complicado, porque
justiça social é roubar o fruto do trabalho de uma pessoa e dá-lo a outra”,
acrescentou. As críticas de Milei a Jorge Mario Bergoglio já levaram um grupo
de padres de bairros periféricos de Buenos Aires a
realizar neste mês uma missa em desagravo ao Papa. Na ocasião, o candidato
havia descrito Francisco como o “representante do maligno na Terra, ocupando o
trono da casa de Deus”.
A entrevista a Carlson foi
concedida na capital Buenos Aires, e o candidato argentino disse que estava
convicto do que estava fazendo: “A vida sem liberdade não vale a pena ser
vivida”. Milei atribuiu sua popularidade ao fato de ter sido jogador de
futebol, roqueiro e economista. Uma combinação, na opinião dele, “atraente em
termos de produto para a televisão” e que se somou ao fato de que a Argentina
“é basicamente um país que vem adotando ideias socialistas há 100 anos, e a
rebelião natural do sistema foi ser liberal”. O candidato criticou o dogma de
que “onde há uma necessidade nasce um direito”, “porque as necessidades são
infinitas e os direitos têm de ser pagos por alguém e os recursos são finitos”,
ressaltando que “toda ação estatal gera mais danos do que aqueles que pretende
corrigir”. Carlson considerou que a Argentina é agora um país “desesperado” e
disse que entrevistou Milei para ver se todas as críticas recebidas pelo
candidato no Ocidente, são verdadeiras. “Ele não parecia muito radical, mas
julguem por si mesmos”, alegou o apresentador. No programa de 33 minutos,
o político ultraliberal revelou sua ideologia e falou sobre Donald Trump, que
quer voltar à Casa Branca nas eleições de 2024. “Deixe-o continuar sua luta
contra o socialismo, porque ele é um dos poucos que entendeu completamente que
a luta é contra o socialismo, que a geração de riqueza vem do setor privado. O
Estado não cria riqueza, ele a destrói”, enfatizou.
Nas primárias de agosto, que
definiram os candidatos para a eleição presidencial de outubro, Milei foi o
mais votado entre todos os candidatos. O partido dele, A Liberdade Avança,
recebeu 30,17% dos votos, seguido pela principal coalizão de oposição, Juntos
pela Mudança (centro-direita), com 28,25%, e a União Pela Pátria (peronista),
com 27,15%. “Sei que há muitas pessoas rezando por mim. Sinto-me bem”, disse
Milei nesta quinta-feira, além de opinar que o socialismo “é sempre e em toda
parte um fenômeno violento, assassino e empobrecedor”.
Por Jovem Pan

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