O projeto determina que os
pedidos de prisão devem ser fundamentados em indícios de autoria e
materialidade do crime. Para verificar essas informações, a polícia poderá
utilizar outros meios, como cruzamento de dados telefônicos e dados
telemáticos, ou verificação do cadastro funcional do investigado.
A lei também estabelece regras
específicas para o reconhecimento fotográfico. Vítimas, testemunhas e
informantes só poderão participar de reconhecimento sob a forma de alinhamento
fotográfico, que deverá conter a foto do suspeito, investigado ou envolvido,
com quatro fotos de pessoas sabidamente inocentes e que com ele guardem
semelhança.
O projeto foi baseado na
Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 484/22, que também recomenda a
adoção de medidas para evitar o uso indevido do reconhecimento fotográfico.
O deputado Luiz Paulo (PSD),
autor do projeto, afirmou que a medida é importante para combater o racismo
estrutural e a preguiça investigatória.
“Com esse projeto, nós não
estamos fazendo justiça, nós estamos tentando minorar as injustiças, porque o
racismo estrutural continua. Esse projeto passou a ser de todas as correntes
ideológicas dessa Casa, essa é a vitória. Lutar contra o racismo estrutural é
uma luta histórica, e pequenas vitórias precisam ser comemoradas. Todos querem
acabar ou diminuir essa injustiça, que tem levado à prisão pessoas inocentes.
Não tem reparação para isso”, declarou Luiz Paulo.
O deputado Carlos Minc (PSB),
coautor do projeto, também destacou a importância da medida.
“O Rio de Janeiro é um dos
estados que está mais atrasado em percentual de solucionar casos de crimes.
Para ser condenado, tem que haver prova. E para haver prova, tem que haver
investigação. Nós queremos uma polícia bem paga, inteligente e eficiente que
investigue e produza provas para que os verdadeiros criminosos sejam
condenados”, concluiu Carlos Minc.
Também assinam o texto como
coautores os seguintes deputados: Flávio Serafini (PSol), Lucinha (PSD), Dani
Monteiro (PSol), Renata Souza (PSol), Giovani Ratinho (SDD) e Martha Rocha
(PDT).

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