O número de presos políticos na
Nicarágua aumentou de 64 para 78, de acordo com um relatório divulgado nesta
segunda-feira (14) pelo Mecanismo de Reconhecimento de Presos Políticos. O
relatório é endossado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Entre os 78 presos políticos, 12
são mulheres e 66 são homens. 14 dos presos são idosos. Os presos políticos são
acusados de uma variedade de crimes, incluindo traição, incitação à violência e
lavagem de dinheiro.
O relatório também afirma que o
ditadura da Nicarágua continua a criminalizar a liberdade religiosa. No período
coberto pelo relatório, um padre e pelo menos 10 pessoas pertencentes à
paróquia e/ou trabalhadores de ONGs católicas foram presos.
Os povos indígenas da Nicarágua
também estão sofrendo violações de seus direitos humanos. O relatório afirma
que a violência sistemática contra os povos indígenas Miskitu e Mayangna não
parou, e que houve um alto número de atos de violência por parte de colonos
desde 2015.
Além dos ataques violentos, houve
invasões e apropriações de territórios e queima de casas indígenas e seus
cultivos. Isso gerou uma crise alimentar e deslocamentos forçados internos.
O relatório pede que a comunidade
internacional tome medidas para pressionar a ditadura da Nicarágua a libertar
os presos políticos e respeitar os direitos humanos dos povos indígenas.
A Nicarágua vive uma crise
política e social desde abril de 2018. A crise se agravou após as eleições
gerais de 7 de novembro de 2021, nas quais Daniel Ortega foi reeleito para um
quinto mandato.

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