O Ministério da Saúde divulgou
neste domingo (27) dados sobre o número de transplantes de coração realizados
no país. Segundo a pasta, entre 19 e 26 de agosto, foram realizados 11
procedimentos, incluindo o do apresentador Faustão, que foi operado no Hospital
Albert Einstein, em São Paulo.
O posicionamento da pasta vem
após diversas postagens questionando o fato de Faustão ter
esperado poucos dias pelo transplante.
Faustão está internado desde 5 de
agosto no hospital paulista, diagnosticado com insuficiência cardíaca, uma
condição que leva o coração a perder a capacidade de bombear o sangue de forma
adequada para atender às necessidades do organismo. Os médicos indicaram o procedimento
no último dia 20, quando seu quadro se agravou.
A fila de espera para transplante
de coração no Brasil é de 386 pessoas. Os critérios para prioridade no
transplante incluem a gravidade do quadro clínico do paciente, a idade e o
tempo de espera.
Eis a íntegra da nota do
Ministério da Saúde:
Ministério da Saúde informa
que, na última semana, entre 19 e 26 de agosto, foram realizados 13
transplantes de coração no país, sendo sete no estado de São Paulo,
unidade da federação com maior volume de transplantes. Neste domingo (27),
mais um paciente na capital paulista foi contemplado com um transplante
cardíaco, neste caso, também priorizado na fila de espera em razão de seu
estado muito grave de saúde – o apresentador Fausto Silva. Ele recebeu um
coração após constatada a compatibilidade necessária para o procedimento, assim
como os outros sete transplantados no estado de São Paulo.
No primeiro semestre de 2023
foram realizados 206 transplantes de coração no Brasil, o que representa
aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.
A lista para transplantes é
única e vale tanto para os pacientes do SUS quanto para os da rede privada. A
lista de espera por um órgão funciona baseada em critérios técnicos, em que
tipagem sanguínea, compatibilidade de peso e altura, compatibilidade genética e
critérios de gravidade distintos para cada órgão determinam a ordem de
pacientes a serem transplantados. Quando os critérios técnicos são semelhantes,
a ordem cronológica de cadastro, ou seja, a ordem de chegada, funciona como
critério de desempate. Pacientes em estado crítico são atendidos com
prioridade, em razão de sua condição clínica.
O Brasil tem o maior sistema
público de transplantes de órgãos no mundo. A estrutura é gerenciada pelo
Ministério da Saúde, que assegura que cirurgias de alta complexidade sejam
realizadas para pacientes da rede pública e privada, em situação de igualdade.
Os pacientes, por meio do SUS, recebem assistência integral, equânime,
universal e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento
e medicamentos pós-transplante.

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