Ex-ajudante de ordens de Jair
Bolsonaro já esteve na CPMI em 11 de julho, quando permaneceu em silêncio
A Comissão Parlamentar
Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro aprovou
47 requerimentos de convocação, informações e quebra de sigilos nesta
quinta-feira, 24. Entre os documentos aprovados estão a quebra dos sigilos da
deputada federal Carla
Zambelli (PL-SP), do hacker Walter Delgatti Neto e
uma nova convocação do tenente-coronel Mauro Cid. O
ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
já compareceu à CPMI no dia 11 de julho, mas ficou em silêncio com autorização
do STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta quinta-feira, convocado à CPI da
Câmara Legislativa do Distrito Federal, ele também informou que não vai falar.
Os integrantes governistas da comissão do Congresso esperam que Cid contribua
na próxima convocação e responda os questionamentos sobre as mensagens entre
oficiais e reservistas do Exército encontradas em seu celular pela Polícia
Federal. Os agentes também encontraram no aparelho a chamada ‘minuta do golpe’,
um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que teria sido preparado pelo
governo na época.
Após a votação em bloco de 57
requerimentos, as quebras de sigilos de Carla Zambelli e de Walter Delgatti
foram aprovadas. O hacker afirma ter recebido R$ 40 mil da deputada para
inserir dados e documentos falsos no sistema de tecnologia do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), dias antes do 8 de janeiro. A deputada nega
ter feito a transferência. A convocação de Zambelli foi um pedido da relatora,
a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que também pautou o acesso
aos dados do irmão da parlamentar, o deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP)
e do marido dela, Antonio de Oliveira. Existe ainda a possibilidade de Zambelli
ser convocada a depor, mas a relatora quer analisar os documentos antes de
definir sobre pedido de convocação da deputada.
Por Brasília

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