Decisão de Joe Biden contorna a
proibição legal existente sobre a produção, utilização e fornecimento das armas
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a
decisão do país de fornecer bombas de fragmentação à Ucrânia. Segundo ele, a
medida deixa o planeta ainda mais próximo da 3ª Guerra Mundial. Em comunicado,
Trump disse que o atual presidente americano, Joe Biden, “não deveria
estar nos arrastando ainda mais para a Terceira Guerra Mundial” ao enviar as
bombas de fragmentação. Para o republicano, Biden “deveria estar tentando
acabar com a guerra e parar a morte horrível e a destruição que estão sendo
causadas por uma gestão incompetente”, completou. Na semana passada, o
democrata aprovou o fornecimento à Ucrânia de bombas de fragmentação existentes
nos estoques do Pentágono, uma decisão que contorna a proibição
legal existente sobre a produção, utilização e fornecimento de tais armas e
surge depois de organizações como a Human Rights Watch (HRW) terem pedido aos
EUA para não fornecê-las. Biden justificou a sua decisão “difícil”, mas
necessária porque “os ucranianos estão ficando sem munições”. No entanto,
Trump, pré-candidato republicano às eleições presidenciais de 2024,
alertou para o perigo das bombas de fragmentação não explodidas, que “vão matar
e mutilar homens, mulheres e crianças ucranianos inocentes durante décadas,
muito depois de a guerra ter terminado”. Em declaração divulgada pelo seu
gabinete de campanha Make America Great Again (Maga), o ex-presidente dos EUA
mencionou a suposta admissão inadvertida de Biden de que a razão para enviar tais
bombas é que os EUA “estão ficando sem munições”. Se assim for, acrescenta
Trump, isso só enfatiza a “urgência de uma redução imediata da escalada deste
conflito sangrento, perigoso e fora de controle”. “Não devemos enviar para a
Ucrânia as nossas últimas reservas em uma altura em que os nossos próprios
arsenais estão perigosamente reduzidos”, disse Trump, ao afirmar que a
“política de guerra sem fim de Biden na Ucrânia enfraqueceu muito os Estados
Unidos” com a “confissão humilhante” de que o país “ficou sem munições”, algo
que, sem dúvida, “faz os inimigos salivarem”. “Temos de acabar com esta
loucura, pôr fim imediato ao derramamento de sangue na Ucrânia e voltar a nos
concentrar nos interesses vitais dos Estados Unidos”, completou o republicano.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE.

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