A discussão ocorreu no ano
passado após um táxi que buscava Rodrigo Bacellar e sua família, em um
heliponto na Zona Sul, quase atropelar o agente Ricardo Herter
Rio - A Polícia Civil suspendeu o
policial Ricardo Herter, piloto de helicóptero da Coordenadoria de Recursos
Especiais (Core), por 50 dias, devido a uma discussão entre ele e o presidente
da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), o deputado Rodrigo Bacellar (PL),
que ocorreu no ano passado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira
(26).
O desentendimento ocorreu após um táxi que buscava Bacellar e sua família, em
um heliponto na Zona Sul, quase atropelar Herter. Na época, o deputado era
secretário de Governo e usava um helicóptero que pertencia a Marcos Zoboli,
dono da Zocar Rio Caminhões, empresa que já foi investigada por lavagem de
dinheiro e organização criminosa.
O veículo onde estava Bacellar
ainda transitava em uma área proibida para veículos particulares.
Em nota, a Polícia Civil explicou que “uma Sindicância Administrativa
Disciplinar (SAD) foi instaurada para apurar atos atribuídos ao servidor e
tipificados como transgressões disciplinares, previstos em regulamentos da Sepol.
Após tramitação, na forma da lei, a Corregedoria-Geral de Polícia Civil
(CGPOL), aplicou uma sanção de 50 dias de suspensão, que está sendo executada”.
Ainda segundo a corporação, o servidor entrou com pedido de impugnação, que foi
analisado e está sendo aguardada a publicação da decisão do recurso.
Procurada, a assessoria do Rodrigo Bacellar informou que o
deputado não teve qualquer tipo de interferência no curso do processo.
"Todo o andamento seguiu o rito normal, tanto na corregedoria da Polícia
Civil, como também na Justiça. Inclusive, as partes foram ouvidas e provas
apresentadas. Tudo devidamente fundamentado", disse em comunicado.
O deputado esclareceu também que
tem provas sobre a conduta do policial e que tudo foi devidamente apresentado
nos processos, inclusive a ficha, que inclui casos de agressão, vídeo com
relações íntimas no pátio quando deveria estar em serviço. Tudo devidamente
documentado, com testemunhas, e à disposição da imprensa.
Em relação as investigações
contra a Zocar Rio Caminhões iniciada em julho do ano passado, a empresa se
defendeu nas redes sociais alegando trabalhar de forma lícita, além de colaborar
com as autoridades.
"A Zocar promoveu a mais
ampla e irrestrita cooperação aos órgãos de investigação, inclusive
disponibilizando listagem de bens e acesso ilimitado a celulares e demais
aparelhos eletrônicos, com o único objetivo de tornar límpida e incontestável
às operações realizadas pela empresa, sempre transparente para com o Poder
Público", disse em nota.
O Dia

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