Ex-presidente da Câmara
participou do programa ‘Direto ao Ponto’ desta segunda-feira e também falou
sobre questões ambientais e Marco Temporal
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo,
participou do programa ‘Direto ao Ponto‘ desta segunda-feira, 5, para
falar sobre a atual relação entre Câmara e governo federal e as derrotas
de Lula no
Congresso. Questionado se as decisões do presidente estão sendo influenciadas
por uma “vingança” do tempo que passou na prisão, o ex-ministro discordou. “A
desorientação não é, talvez, uma questão emocional. Não posso dizer muito
porque não estou com ele. Mas acho que o problema é político, de orientação.
Acho que o governo não entende que governa um país muito diferente de 2003. O
Congresso é diferente e o presidente não tem o prestígio que tinha, não tem a
força. E ele precisava encontrar uma agenda compatível com esse país, com esse
mundo e com esse Congresso. E acho que ele não tem essa compreensão e acho que
os ministros que o assessoram não dizem a verdade para ele, que por esse
caminho o governo vai obter uma sucessão de fracassos, que é o que está
acontecendo”, ressaltou.
Aldo também comentou que as
manobras que o governo tenta no Plenário são válidas, mas as pautas do governo
é que atrapalham a comunicação com o Congresso. “O Legislativo não está fazendo
nada fora da lei. O orçamento secreto é legal, o orçamento impositivo é legal,
a emenda de bancada é legal, mas é negativo”, disse. “O governo não tem maioria
e o caminho escolhido não vai dar ao governo maioria. A agenda identitária, a
agenda ambientalista é uma aventura do Congresso. Como o governo escolheu essa
agenda e não a da retomada do crescimento da economia, como é um governo que
hostiliza a agricultura, que bloqueia a fonte de recursos que seria a fronteira
mineral, como um governo que está precisando de dinheiro briga com o
agricultor? É esse o setor que o governo deveria apoiar e se apoiar”, explicou.
O ex-presidente da Câmara ainda falou sobre o Marco Temporal e outros temas do
país.
Por Jovem Pan
Assista abaixo à entrevista
completa:

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