Senador
respondia a inquérito por suposto crime de falsidade ideológica
Cinco anos
depois de instaurar um inquérito para apurar falsidade ideológica contra o
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o Tribunal
Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou o
arquivamento da investigação, em decisão proferida na terça-feira 23.
Flávio era
investigado pelo crime em razão de ter supostamente adulterado valores de um
imóvel ao fazer a declaração de bens para obter o registro de candidatura, em
2014. Depois de uma reportagem da Folha de S.Paulo, um advogado
formulou uma denúncia, e a Justiça Eleitoral determinou a apuração, em 2018.
A Polícia
Federal e o Ministério Público Eleitoral já tinham se manifestado
anteriormente, havia pelo menos três anos, pelo fim da investigação, mas o juiz
Flávio Itabaiana, da 204ª Zona Eleitoral e da 2ª Câmara de Coordenação e
Revisão do Ministério Público Federal, proferiu decisões para manter a
investigação.
Em seu
relatório final, o delegado Erick Blatt, da Polícia Federal, declarou não ter
visto sinais de crime eleitoral cometido por Flávio Bolsonaro. O promotor
eleitoral Alexandre Themístocles fez a investigação com apoio do Grupo de
Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaecc), mas nada encontrou, e, semanas
depois, avalizou o arquivamento.
Agora, porém,
sem encontrar provas do suposto crime, o TRE-RJ decidiu arquivar a
investigação. Os magistrados entenderam que o prazo do inquérito excedeu o
tempo razoável para a conclusão, configurando-se como um constrangimento ilegal
ao senador.
Eles consideraram parâmetros definidos pela Corte Interamericana de Direitos
Humanos e pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos para considerar excessivo o
tempo da investigação.
REDAÇÃO
OESTE
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