O presidente da Argentina,
Alberto Fernández, durante pronunciamento contra a Suprema Corte Foto:
Reprodução/La Nacion
Alberto Fernández reclama de
decisão que barra candidaturas de dois aliados para Províncias
O presidente da Argentina,
Alberto Fernández, criticou a Suprema Corte do país em pronunciamento nesta
quarta-feira, 10. De acordo com ele, o Poder
Judiciário resolveu interferir indevidamente no processo eleitoral
argentino.
“A Corte adapta suas decisões às
necessidades políticas da oposição”, afirmou Fernández, ao se referir à decisão
do dia anterior por parte da Suprema Corte argentina, que adiou por tempo
indeterminado as eleições de duas Províncias (o equivalente a Estados no
Brasil). “Uma clara interferência no processo democrático e na autonomia das
Províncias”, reclamou o presidente.
A fala de Fernández, em acusar o
Judiciário de beneficiar a oposição ao governo dele, refere-se ao fato de as
candidaturas de dois de seus aliados terem sido consideradas irregulares. A
Justiça barrou a intenção de Sergio Uñac de seguir como governador de San Juan.
Também impediu a candidatura de Juan Manzur ao cargo de vice-governador de
Tucumán.
No entendimento da Suprema Corte
da Argentina, os dois aliados de Fernández não poderiam se candidatar, pois
ferem a legislação do país, que prevê a alternância de poder. Segundo o site do jornal La Nacion, Uñac
está em seu segundo mandato consecutivo como governador da Província de San
Juan e antes havia exercido a função de vice-governador. Manzur tem situação
parecida, mas com um mandato consecutivo a mais: foi duas vezes vice-governador
de Tucumán e eleito governador por duas vezes na sequência.
“A vigência do regime republicano
consagrado nos artigos 1° e 5° da Constituição Nacional pressupõe
fundamentalmente a periodicidade e a renovação das autoridades”, afirmou a
Suprema Corte da Argentina, ao anunciar as decisões contrárias aos dois aliados
de Alberto Fernández. As eleições para governador e vice
das Províncias de San Juan e Tucumán estavam previstas para o próximo domingo,
14.
Eleições na Argentina:
inelegibilidade de aliados de Fernández já era prevista
Apesar da reclamação do
presidente em acusar o Judiciário de estar aliado com a oposição, segundo
o La Nacion, representantes do governo tinham o entendimento de
que, pela lei eleitoral, as candidaturas de Uñac e Manzur seriam
rejeitadas — o que não impediu Fernández de reclamar de suposto cunho político
no parecer judicial.
REDAÇÃO OESTE
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