Texto será analisado pelo Congresso Nacional e abre um crédito especial ao Orçamento da Seguridade Social da União, no valor de R$ 7,3 bilhões, em favor do Ministério da Saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
assinou nesta terça-feira, 18, um projeto de lei para regulamentar o piso salarial da
enfermagem em R$ 4.750. Ainda de acordo com o texto, técnicos de
enfermagem terão salário a partir de R$ 3.325, e para auxiliares e parteiras, o
piso salarial será de R$ 2.375. A assinatura foi realizada na Sala de
Audiências do Palácio do
Planalto. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional em
2022 e sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em setembro do mesmo ano, o Supremo
Tribunal Federal (STF) suspendeu o projeto, pois o texto não
citava a fonte para o custeio dos reajustes no serviço público. A decisão havia
sido tomada pelo ministro Luis Roberto Barroso e
foi bastante contestada pela categoria, que passaram a pedir o fim da
suspensão. O pagamento do piso era a principal demanda da categoria ao
presidente Lula. Ainda no ano passado, o Congresso aprovou uma emenda à
Constituição para definir os recursos. O texto abre um crédito especial ao
Orçamento da Seguridade Social da União, no valor de R$ 7,3 bilhões, em favor
do Ministério
da Saúde, para incluir no orçamento do órgão o pagamento do piso
nacional da enfermagem no âmbito do Fundo Nacional de Saúde (FNS), para
possibilitar o atendimento de despesas com o piso nacional de enfermeiro,
técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras, previsto pela Emenda
Constitucional 124/2022, e regulamentado pela Lei 14.434/2022. A despesa será
financiada por fundos constitucionais com saldo positivo. O texto ainda passará
por avaliação do Congresso. Em março, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse
que o texto sairia em breve e que falta apenas alguns ajustes. “Faltavam alguns
ajustes que dizem respeito, principalmente, à repartição dos recursos que
precisam ser mobilizados para dar conta desse piso em nível nacional, com
alguns fatores de correção de desigualdades em função do PIB de estados e
municípios e carências relacionadas a essas situações econômicas”, disse a
ministra durante um evento em São Paulo.
Por Jovem Pan

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