Presidente Joe Biden se
comprometeu a combater a decisão que suspende o uso da mifepristona
Os Estados Unidos pediu,
nesta segunda-feira, 10, a um tribunal de apelação a suspensão da sentença de
um juiz federal do Texas que proibiria uma pílula abortiva usada pelos
americanos. “A ordem extraordinária e sem precedentes do tribunal distrital
deve ser suspensa à espera da apelação”, informou o Departamento de
Justiça do país em um documento judicial. Na última sexta-feira, 7, o
juiz Matthew Kacsmaryk anulou a aprovação dada pela FDA, agência federal que gerencia
alimentos e medicamentos nos EUA, da mifepristona. A pílula é usada em mais da
metade dos abortos realizados anualmente nos Estados Unidos. “Se entrar em
vigor, a sentença desta corte frustraria o julgamento científico da FDA e
prejudicaria gravemente as mulheres”, justificou o departamento na apelação.
“Este dano seria sentido em todo o país, visto que a mifepristona tem uso legal
em todos os estados’, diz outro trecho do documento. O Departamento de Justiça
pediu à Corte de Apelação do Quinto Circuito dos Estados Unidos que suspenda a
ordem do juiz Kacsmaryk enquanto espera uma apelação completa. O presidente dos
Estados Unidos, Joe
Biden, se comprometeu na semana passada a combater a decisão que
suspende o uso da mifepristona, classificando-a como “um passo sem precedentes
para tirar as liberdades básicas das mulheres e colocar em risco sua saúde”. “É
o próximo grande passo para a proibição nacional do aborto que os
representantes republicanos eleitos prometeram transformar em lei nos Estados
Unidos”, disse Biden. A mifepristona é um dos componentes de um regime de dois
medicamentos que pode ser usado nos Estados Unidos durante as dez primeiras
semanas de gestação. A FDA estima que 5,6 milhões de americanas o tenham
utilizado para interromper a gravidez desde a sua aprovação há 23 anos.
Por Jovem Pan

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!