Makenzie Lystrup escolheu a
obra Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan
A nova diretora da Agência
Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), Makenzie Lystrup, fez seu juramento com a mão
esquerda apoiada sobre o livro Pálido Ponto Azul, do cientista e
escritor Carl Sagan. A cena é incomum. Em cerimônias desse tipo, os
profissionais tendem a escolher a Bíblia.
Em entrevista ao site Futurism, Makenzie
Lystrup disse que se inspira no cientista norte-americano. Ela
afirmou também que Sagan tinha uma “vontade incansável” de transmitir
conhecimento científico para a população.
“Como muitos astrônomos e
cientistas especiais, minha paixão por esse universo começou quando era criança
e assistia ao Cosmos, de Carl Sagan, na televisão aberta”, contou a
nova diretora da Nasa. “Sagan trabalhou muito para tornar a ciência acessível e
significativa para todos.”
Makenzie Lystrup disse que
escolheu o Pálido Ponto Azul porque a obra destaca a
importância de explorar o universo. “Pareceu apropriado incluí-lo na cerimônia,
dado o seu significado pessoal para mim e para a forma como sua mensagem ressoa
no trabalho no trabalho que fazemos na Nasa.”
A agência espacial publicou a
imagem da cerimônia de posse em 10 de abril, no Twitter. E celebrou a escolha de Makenzie Lystrup
com uma frase de Sagan: “Muitas vezes, a imaginação nos leva a mundos que nunca
existiram. Mas, sem ela, não vamos a lugar nenhum”.
Igreja versus Estado, Bíblia e
ciência
A legislação norte-americana
permite que os profissionais selecionem livros diversos para os juramentos. A
escolha da Bíblia, embora comum, não é obrigatória. Nos Estados
Unidos, há separação entre Igreja e Estado.
O artigo 2º, § 1º da Constituição
Federal dos EUA trata do juramento de posse do presidente e determina o texto que
deve ser lido. No entanto, não há menção sobre o uso obrigatório do Livro
Sagrado durante o ato.

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